Retrospectiva: minhas viagens em 2017

2017 foi maravilhoso pra mim, tanto profissional quanto pessoalmente. E foi um ano de muitas, mas muuuitas viagens. Parando pra contar, eu estive em 13 países só este ano (sim, TREZE!!), sendo 3 vezes na Itália e em 4 países pela primeira vez: Uruguai, Argentina, Escócia e Irlanda. Foram mais países do que meses. Mesmo assim, foi de longe o ano mais produtivo do meu doutorado.

Em 2015, eu viajei todos os meses do ano e em 2016, quase (só 1 mês ficou de fora). Esse ano foi diferente: a grande maioria das minhas viagens ficou concentrada no primeiro semestre, quando há o maior número de feriadões e a primavera/verão, mas foram uma ou duas viagens por mês. Foram tantas idas e vindas entre janeiro a agosto, que eu confesso que até eu fiquei um pouquinho cansada. 😀

JANEIRO: Rio de Janeiro / Uruguai + Argentina

Como sempre, eu passei a virada de ano na minha linda cidade, Rio de Janeiro.
E, achando um absurdo eu conhecer tantos países da Europa mas só o Brasil na América do Sul (e mesmo assim, nem o país todo), eu finalmente resolvi mudar isso. Viajei com o meu pai por Montevidéu, Punta del Este e Colonia del Sacramento (no Uruguai) e, depois de cruzar de um país ao outro de barca, Buenos Aires (na Argentina).

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Montevidéu, Uruguai

FEVEREIRO: Suíça

Minha segunda vez em Genebra e terceira na Suíça, dessa vez pra comemorar o aniversário de uma amiga querida, que de quebra me levou pra comer muito queijo e conhecer o detector de colisão de partículas da CERN. Também visitei Montreux, Vevey e Lausanne, que compõem a Suíça francesa, ou Riviera Suíça. Um cenário lindo com a neve no topo das montanhas.

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Suíça francesa

ABRIL: Escócia / Irlanda

Feriado de Páscoa conhecendo a Escócia pela primeira vez com uma amiga do mestrado e uma amiga de infância do Rio que nos encontrou lá. Visitamos Edimburgo e Glasgow e fizemos passeios para o Lago Ness, as Highlands, Stirling, Lago Lomond e uma destilaria de uísque.

E eu visitei o meu 27° país, a Irlanda, no meu 27° aniversário, no feriadão do dia do trabalho. Fiquei hospedada com uma amiga do mestrado que foi uma ótima anfitriã. Conheci Dublin e fiz passeios para os Cliffs de Moher e Howth e a baía de Galway. Apesar da fama de chover bastante tanto na Escócia quanto na Irlanda, foram lindos dias de sol de primavera!

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Cliffs of Moher, Irlanda

MAIO: Alicante (Espanha) / Torino + Cinque Terre + Pisa (Itália)

Cheguei de Dublin e, no dia seguinte, quase sem respirar, voei para Alicante para uma conferência para doutorandos de Neurociências. O resort perto da praia, onde o evento ocorreu, os amigos e o tempo quente e ensolarado fizeram parecer que a viagem foi puramente a lazer.

No feriadão do fim de maio, fui à Itália com meu melhor amigo. Ele queria conhecer Torino (fã do Juventus!) e eu, Cinque Terre: os 5 vilarejos à beira do mar, com lindas casinhas coloridas nos penhascos. Então, fizemos ambos! E de quebra, Pisa também, que era ali do lado. Que visuais deslumbrantes!! Dentre as minhas viagens de 2017, essa leva o prêmio de melhor destino.

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Manarola (Cinque Terre), Itália

JUNHO: Paris / Amsterdam

Minha terceira vez em Paris, visitando uma amiga carioca no fim de semana, em pleno verão (e que calor!). Visitamos o que faltava pra nós duas conhecermos por ali: o Palácio de Versalhes.

Também passei uma semana em Amsterdam para participar de um curso maravilhoso de BioBusiness, hospedada gentilmente por uma amiga do mestrado.

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Palácio de Versalhes

JULHO: Göttingen (Alemanha) / Leuven (Bélgica)

Estive de volta à cidade alemã onde eu morei durante o mestrado, Göttingen, por uma semana a trabalho, rodeada de amigos. E mais tarde fui a Leuven (minha segunda vez) para o casamento de uma amiga querida. Que fim de semana especial e maravilhoso!

AGOSTO: Kenilworth (Inglaterra)

Mais um fim de semana para comemorar o casamento de outra amiga querida, dessa vez em Kenilworth, na Inglaterra. Teve muito amor, muito sol, céu azul e caipirinha. Foi realmente incrível!

OUTUBRO: Veneza (Itália)

Uma viagem super romântica com meu namorado (nossa primeira juntas, e primeira vez em Veneza!). Fiz um post contando tudo sobre o que ver por lá além da ilha principal: Burano, Murano, Torcello e Sant’Erasmo.

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Veneza, Itália

DEZEMBRO: Roma / Rio de Janeiro

Indo de Berlim pro Rio com uma amiga que estava no mesmo voo, tivemos uma conexão de 7 horas em Roma. Apesar de não ter sido nossa primeira vez lá, fomos andar pela cidade cheia de luzes de Natal. Parece que a Itália não queria me largar esse ano.

E 2017 termina onde começou: no Rio de Janeiro. 🙂

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Rio de Janeiro, Brasil

Mal posso esperar por 2018 e as viagens que virão! Feliz ano novo a todo mundo!!!


Retrospectiva 2016

Retrospectiva 2015

Respondendo à pergunta “Como você faz para viajar tanto?”

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As ilhas da lagoa de Veneza: Murano, Burano, Torcello

Veneza é um belo destino que atrai milhares de turistas diariamente. Antes de visitá-la pela primeira vez, eu sabia que corria o risco de a cidade ser superestimada, mas minhas expectativas foram correspondidas. Talvez uma decisão crucial tenha sido seguir a dica de ir durante o outono, quando o tempo ainda está bom mas as multidões são bem menores.

A ilha principal de Veneza é pequena e pode ser bem explorada em 1-2 dias. Só tem 4 km de comprimento e 1 km de largura. Então, se você tem um dia extra lá, pode ir conhecer outras ilhas da grande lagoa de Veneza.

Barcas (ou vaporettos) são realmente o principal tipo de transporte público em Veneza – igual a ônibus ou metrô em qualquer outra cidade. Há bilhetes de 24, 48 e 72 horas, válidos para viagens ilimitadas de barca, que geralmente valem a pena (inclusive, há um bom desconto no bilhete de 72 horas pra pessoas menores de 29 anos!). Pra mais informações, veja aqui onde diz “public transport”.

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Burano

Essa foi a minha ilha favorita na lagoa, depois de Veneza. As casinhas coloridas ao longo dos canais em direção à lagoa compõem um cenário extremamente fotogênico. A ilha é conhecida pelo artesanato de renda, que é vendido em lojas nas pequenas ruas. Fica a 30 minutos de barca de Murano e a 40 minutos de Veneza.

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Torcello

Sinceramente, esta ilha é mais conhecida pela sua história do que pelas suas atrações. É bem pequena e não há muito para ver. Há duas igrejas que você precisa pagar para visitar e um pequeno museu. Nós decidimos visitá-la porque fica bem pertinho de Burano – então, se você estiver com um sentimento de “por que não?”, vá. Mas saiba que – pelo menos comparada às outras ilhas na lagoa de Veneza – esta não é tão encantadora.

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Murano

Enquanto Burano e Torcello ficam perto uma da outra e mais longe da ilha principal de Veneza, Murano fica bastante próxima (uns 10 minutos de barca). E assim como Burano é conhecida pela renda, Murano é famosa pelos seus produtos de vidro, feitos à mão na ilha. Você pode assistir a artistas em ação fazendo as pequenas figuras de vidro dentro das lojas.

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Sant’Erasmo

A ilha tranquila e pacífica de Sant’Erasmo não é algo imperdível para turistas – MAS é uma ótima opção para acomodação em uma visita a Veneza. Nós vimos que o Hotel Il Lato Azzurro tinha excelentes comentários no Booking.com e um preço ridiculamente melhor do que os hotéis na principal ilha de Veneza. Eu estava um pouco com pé atrás pelo fato de ser em outra ilha (localização é prioridade para mim quando busco acomodação), mas não sentimos que o trajeto de barca de 25 minutos de Veneza tenha sido longo (além do mais, nós tínhamos um bilhete com viagens ilimitadas). O charmoso hotel compensa pela distância com quartos com varanda e vista para o lago, um bom café da manhã, funcionários simpáticos e bicicletas gratuitas para os hóspedes pegarem emprestado quando quiserem. Obs.: eu não recebi absolutamente nada do hotel para recomendá-lo. 🙂

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Outras ilhas

Nós também andamos por Mazzorbo, uma ilha residencial colada a Burano – muito tranquila e não exatamente  imperdível.

San Michele é uma pequena ilha-cemitério localizada entre Veneza e Murano.

Nós não fomos a Lido, no sudeste da lagoa, mas essa também é uma ilha que alguns turistas visitam quando estão em Veneza.


Então, há claramente mais em Veneza do que apenas a sua ilha principal. Mas uma coisa é uma constante: o transporte hidroviário, seja por gôndola ou vaporetto. Não dá pra perder (e nem se deve).

A estranha sensação de ter dois lares

Às vezes é como se eu vivesse em dois universos paralelos. Os dois mundos são extremamente reais, complexos, meus, mas muito diferentes.

Um guarda a minha família, meus amigos mais antigos, meu passado, minhas lembranças, minha base. O outro é o meu presente, meu dia-a-dia, minha rotina, minhas novidades, meus amigos mais recentes (mas já nem tão recentes assim), meu agora.

Eu tenho um endereço, uma conta bancária e um número de celular em cada um dos meus mundos. Coisas materiais que dão a impressão de que a gente está ancorado em determinado lugar.

Quando acontece de os dois mundos se misturarem (o que não é muito frequente no meu caso), meu cérebro dá um nó. É como se personagens de dois núcleos diferentes da novela de repente se encontrassem. É como assistir aos Jetsons no cenário dos Flintstones. O que é que o meu pai tá fazendo aqui no metrô de Berlim? Como assim a minha amiga de infância, que pertence ao ‘mundo de lá’, tá no meu campo visual junto com a minha amiga do mestrado, que pertence ao ‘mundo de cá’? Uma sensação meio como naquele filme, ‘A Origem’.

Normalmente sou eu que me desloco entre os dois mundos, mas também assim é confuso. Quando eu vou visitar o Brasil, eu estou indo pra casa, ou pra casa dos meus pais? E quando é hora de partir, eu estou deixando a minha casa, ou indo pra casa? Eu sinto que a resposta é: os dois.

Para cada partida, há uma chegada. Depende do ponto de vista.

Quando meu voo ou trem chega na Alemanha, de volta de uma viagem, automaticamente me vem aquela sensação de ‘cheguei em casa’. E quando eu estou viajando em outro país onde não se fala alemão, mas de repente ouço um grupo de turistas falando alemão na rua, estranhamente aquilo me soa familiar… Pra mim, tem som de lar. Estranho, né?

Eu vivi no Brasil até os 22 anos e agora faz 5 que moro na Europa. Considerando como adulto alguém maior de 18 anos de idade, eu chego à conclusão espantosa de que eu já passei maior parte da minha vida adulta na Alemanha, e não no Brasil.

Me mudar pra Europa foi um grande marco na minha vida, daqueles divisores de águas, pelos motivos enumerados aqui. Foi quando o portal se abriu pra toda uma nova dimensão. E agora começa o sexto ano dessa era.

Eu me sinto em casa no Rio e em Berlim. Sou uma habitante orgulhosa de dois mundos, em meio a uma vida multidimensional. Tenho lares em duas cidades, cada uma um mundo por si só.

Roteiro turístico de Berlim

A maioria das principais atrações turísticas de Berlim fica no bairro central, Mitte. Aqui eu montei um itinerário para se ver todas elas numa ordem eficiente e a pé. É possível visitar todos os pontos turísticos de Mitte em 1 dia, mas pode ser cansativo. Dependendo do seu ritmo, este itinerário pode ser pausado e retomado no dia seguinte sem problemas. Vamos lá:

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Pontos no Centro (Mitte):

Comece pela Alexanderplatz (1), com a Torre de TV (Fernsehturm) e o relógio mundial. Há diversas lojas por ali – incluindo as bem baratas Primark, Decathlon e TK Maxx – e o shopping center Alexa ao lado.

Passe pela Rotes Rathaus (2) até chegar na Unter den Linden – a grande avenida central.

Siga pela Unter den Linden: logo depois do rio à direita, fica a Catedral (Berliner Dom) (3) e a Ilha dos Museus (5 museus um ao lado do outro).

Continuando pela Unter den Linden: ver o memorial ‘Neue Wache’, passar pelo prédio principal da Humboldt Universität (4) e seguir na avenida até chegar ao Portão de Brandemburgo (5), um dos maiores símbolos de Berlim.

Passando pelo portão, há uma longa avenida com a Coluna da Vitória no final, e ao redor um grande parque, o Tiergarten.

Siga à direita até o Parlamento Alemão (Bundestag ou Reichstag) (6). É possível visitar o topo do parlamento com áudio-guia totalmente grátis. Mas é preciso marcar com antecedência neste site aqui (‘Visit to the dome’). O prédio e a vista são lindos. Vale muito a pena!

Voltando em direção ao Portão de Brandemburgo e seguindo em frente: ali fica o Memorial do Holocausto (7), um labirinto de concreto que lembra um cemitério, com um efeito muito impactante. Ande por ele com respeito. Há também uma exposição gratuita no subsolo.

Seguindo na mesma direção, chega-se à Potsdamer Platz, com o Sony Center (8): uma cúpula gigante e moderna com restaurantes e cinema. Ali bem perto fica o shopping center Mall of Berlin.

Siga para a Topografia do Terror (9), mais um memorial sobre o nazismo, e depois para o Checkpoint Charlie (10) – um local que simboliza um dos antigos pontos de passagem entre Berlim ocidental e oriental na época do muro. Mas saiba que o checkpoint não fica no ponto exato onde costumava ser e hoje é apenas um local turístico.

Termine a rota no Gendarmenmarkt (11), uma praça bonita bem no centro de Berlim.


Fora do centro:

A East Side Gallery – a parte que restou do muro de Berlim, toda grafitada e colorida, é imperdível. Desça na estação S-Ostbahnhof e siga o muro até o final, chegando na ponte Oberbaumbrücke. Também vale a pena explorar à noite os bairros mais descolados / alternativos / hipsters de Berlim, Kreuzberg e Friedrichshain, que são conectados por essa ponte.

Outras dicas:

Em Berlim num domingo de tempo bom? Não deixe de ir ao Mauerpark! E aproveite pra ver o memorial sobre o muro, na mesma rua.

Vai ficar 3 ou mais dias em Berlim? Considere sair um pouco da cidade para visitar o Palácio Sanssouci e seus jardins, em Potsdam (mais ou menos 1 hora a sudoeste de Berlim), e/ou o museu do campo de concentração Sachsenhausen, em Oranienburg (mais ou menos 1 hora ao norte).

Quer fazer compras? Além dos shopping centers no centro já citados (Alexa e Mall of Berlin), uma ótima opção são as ruas Tauentzienstraße e Kurfürstendamm (apelidada de Kudamm), no bairro Charlottenburg. Ali também pode-se visitar o principal zoológico de Berlim e a Gedächtniskirche: as ruínas de uma igreja que foi bombardeada durante a segunda guerra e cuja torre principal encontra-se até hoje quebrada ao meio.

Vai estar em Berlim durante a primavera ou verão? Aqui está uma lista das coisas mais legais para se fazer por aqui na melhor época do ano!

Quer dicas sobre o que e onde comer em Berlim? Dê uma olhada nesse post.

Interessado em ficar por mais tempo? Veja aqui uma descrição de como é morar em Berlim.


Espero que você ame Berlim tanto quanto eu! 🙂

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10 coisas imperdíveis para fazer em Berlim no verão

Não há nada como a primavera e o verão em Berlim. A cidade se transforma completamente. Assim que as folhas se tornam verdes, as pessoas ficam particularmente animadas e se esforçam pra passar a maior parte do tempo possível fora de casa. Festivais e eventos ao ar livre começam a aparecer no calendário um atrás do outro. Definitivamente, é a melhor época para se visitar a capital alemã.

Há muitas coisas legais pra se fazer no verão Berlinense. Aqui está uma lista das minhas favoritas:

1) Ir nadar em um lago

Acredite ou não, Berlim às vezes fica bem quente. A temperatura atinge por volta de 37 graus em alguns dias de verão. E com a falta de ambientes com ar-condicionado, nada melhor que um bom mergulho para se refrescar. Embora a cidade não tenha mar por perto (e portanto, nada de praias), felizmente há MUITOS lagos. A maioria deles tem uma Freibad, uma área acessível por cerca de 3-5 euros, com areia para se deitar e tomar sol, banheiros e quiosques de comida. Em alguns, você até pode alugar pedalinhos, barquinhos a remo, caiaques ou stand-up paddles. Sem dúvida, algo imperdível em Berlim no verão!

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Lago Müggelsee

2) Cinemas ao ar livre

Nos meses quentes, há vários cinemas ao ar livre (em alemão, Freiluftkino) em Berlim, praticamente um em cada bairro. Os filmes exibidos vão dos clássicos antigos até os mais recentes hollywoodianos. Caso você não esteja acostumado, é bom saber: a pipoca nos cinemas alemães geralmente é doce.

3) Bares em terraços

Há diversos bares diferentes no topo de shoppings ou edifícios em Berlim, onde se pode tomar uma bebida ao ar livre enquanto se aprecia a vista e o pôr-do-sol. O mais famoso provavelmente é o Klunkerkranisch em Neukölln, seguido do Deck 5 em Schönhauserallee e o House of Weekend em Alexanderplatz (que também é uma boate/balada).

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Vista do Klunkerkranisch

4) Thai Park

Se você estiver a fim de experimentar comida tailandesa boa e autêntica, você com certeza tem que ir ao Preußenpark, também conhecido como Thai Park. Tudo o que você precisa saber sobre o Thai Park está neste post sobre os melhores lugares para comer em Berlim.

5) Badeschiff

O Badeschiff é literalmente uma piscina dentro do rio Spree! Por um pequeno valor de entrada, você tem acesso à área desse ‘beach bar’, que também tem guarda-volumes e banheiros. De dentro da piscina, há uma vista linda para a ponte Oberbaumbrücke que liga Kreuzberg e Friedrichshain; para a grande escultura de metal no rio, Molecule Man; e para as pessoas que ficam passando por perto, em barquinhos ou stand-up paddles. É uma das coisas mais legais e diferentes pra se fazer no verão em Berlim.

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Badeschiff

6) Tomar cerveja em um Biergarten

Beber cerveja é algo que não se pode deixar de fazer na Alemanha, e no verão isso se faz ao ar livre. O que significa… temporada de Biergarten! Existem dezenas de opções pela cidade, algumas perto de áreas verdes, como parques, e algumas em cervejarias mesmo, que oferecem chopps maravilhosos feitos no local.

7) Ir colher morangos

Essa é uma atividade bastante diferente que pode ser feita em um bate-e-volta de Berlim. Existem diversos campos nos arredores da cidade, a cerca de uma hora do centro, onde você pode colher morangos, framboesas e mirtilos. Em alguns deles, há uma pequena taxa de entrada, e em outros você pode entrar de graça, colher as frutas e só pagar se quiser levar algumas pra casa. Veja o calendário da temporada apropriada para visitar e como chegar a alguns dos campos neste site (apenas em alemão).

8) Monbijoupark

Essa é uma área perto do Hackescher Markt, onde as pessoas se sentam no gramado à beira do rio Spree enquanto tomam uma cerveja e apreciam a vista para a catedral (Berliner Dom). É um ótimo lugar para relaxar ao ar livre e também um lindo local para fotos. Virando a curva seguindo o rio na direção oposta à catedral, há um bar onde se pode dançar salsa ou tango ao ar livre nas noites dos meses mais quentes.

9) Fazer churrasco com amigos

Uma paixão em comum que os alemães compartilham com os brasileiros – além do futebol – é fazer churrascos. Assim que o sol começa a aparecer, podem-se ver churrasqueiras e fumaça por toda a parte na cidade. Fazer um bom churrasco é algo bastante típico em Berlim, e pode ser feito no quintal de alguém (ou até mesmo na varanda) ou em um dos vários parques públicos, que normalmente têm uma área específica para colocar as churrasqueiras.

10) Mauerpark

Você vai encontrar esta dica em todo guia de Berlim – isso porque é realmente imperdível. Se você estiver na cidade num domingo durante a primavera ou verão, você precisa ir ao Mauerpark, o epicentro hipster de Berlim. Lá, você vai encontrar um famoso mercado de pulgas, barracas de comida, vários artistas de rua e músicos do mundo inteiro cercados por uma multidão de pessoas jovens e alegres curtindo o som, e várias pessoas relaxando na grama no pequeno morro com vista para o parque. Além disso, a minha parte favorita: o karaokê ao ar livre. O parque tem um pequeno palco com uma arquibancada ao redor onde, nos domingos de tempo bom, há uma sessão de karaokê aberta ao público. Quem quiser cantar vai ao microfone, enquanto o povo assiste e aplaude. A atmosfera do Mauerpark é simplesmente especial.

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Karaokê no Mauerpark

Espero que você aproveite o verão em Berlim!

O lago Obersee (Königssee) no Parque Nacional Berchtesgaden

A maioria dos lugares cênicos procurados por turistas são bem mais bonitos nas fotos do Google do que na realidade. Lá estão as melhores fotografias, pelos melhores fotógrafos, nos dias mais bonitos, e às vezes também com uma ajudinha do Photoshop. Por isso, eu tento não criar tanta expectativa quando vou visitar um desses lugares. Mas… o lago Obersee foi uma exceção. Surpreendentemente, ele conseguiu ser mais bonito ao vivo do que nas fotos que eu havia visto.

Trata-se de um lago cristalino e espelhado, rodeado pelos Alpes o que faz com que a água reflita a imagem das montanhas e do céu. Soa como o paraíso, né? E é mesmo.

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O lago Obersee fica no final do lago Königssee, no parque nacional Berchtesgaden, bem ao sul da Alemanha, literalmente na fronteira com a Áustria. As montanhas dos Alpes que rodeiam o lago delimitam a fronteira. Apesar de estar em território alemão, a cidade (e aeroporto) mais próxima do parque é Salzburg que também é linda! Por isso, fica a dica de visitar Salzburg em um fim de semana ou feriadão e fazer um bate-e-volta de lá até Berchtesgaden é bem fácil, inclusive de transporte público.

O parque nacional Berchtesgaden também oferece várias outras atividades, como diversas trilhas e mirantes. Um deles é onde fica o Eagle’s Nest (Kehlsteinhaus), uma casa que foi dada de presente de 50 anos a Adolf Hitler como uma casa de chá para diplomatas. Berchtesgaden, aliás, era um local que Hitler gostava muito de visitar. Mas não deixe isso te desencorajar! A sensação de paz que a natureza desse parque proporciona realmente não merece ser associada a essa figura sombria do passado.

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Como chegar

Pegar o ônibus 840 em Salzburg até a parada final (Berchtesgaden Hbf, a estação de trem). A viagem leva só 45 minutos (mesma coisa de carro). De lá, pegar outro ônibus que vá até Königssee. Tudo é bem fácil de achar, até porque várias outras pessoas estarão fazendo o mesmo trajeto. Para voltar, é só pegar os mesmos ônibus no sentido oposto.

De Munique dá pra chegar em Berchtesgaden de trem com uma troca em Freilassing, mas cada trecho da viagem demora em torno de 3 horas (de carro, em torno de 2 horas).

Chegando na entrada para o Königssee, ande até a estação das barcas e compre um bilhete para o barco que faz o passeio pelo Königssee até o Obersee. No passeio, um guia irá explicar um pouco sobre o parque, apontar algumas cachoeiras bonitas e mostrar o efeito do eco no lago. O barco faz parada primeiro na estação St. Bartholomä, onde você pode saltar para visitar a capela, e depois pegar outro barco (incluído no bilhete) até a estação Salet. De lá, um pequeno caminho de uns 5 a 10 minutos andando leva até o Obersee.

Do outro lado do Obersee há um casinha e você pode andar até lá, contornando o lago por um caminho à direita (bem fácil de andar), e depois voltar. A vista do outro lado também é fantástica! E essa casinha é na verdade um pequeno restaurante, onde também há banheiros.

Não é permitido nadar no lago (apesar de algumas pessoas entrarem na beira).

Quando ir

Eu acredito que o lago e seus reflexos fiquem especialmente bonitos durante o verão, em um dia de sol. Eu fui em junho de 2015 e estava um dia lindo, e não muito cheio.

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Capela St. Bartholomä no lago Königssee
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Obersee visto do lado oposto ao caminho de entrada

Para mais fotos desse destino, clique aqui.

Espero que você aproveite esse passeio deslumbrante que é visitar o parque Berchtesgaden e seus lagos Königssee e Obersee! 🙂

Curiosidades sobre a Alemanha (parte 1)

Existem tantos fatos ou hábitos da Alemanha que são curiosos/estranhos pra um estrangeiro que essa vai ter que ser uma série de posts, e não só um! hehe

Pra quem já mora aqui há um tempo, como eu, essas coisas já se tornaram completamente normais e hoje em dia passam totalmente despercebidas. Mas quem ainda não é tão familiarizado com a cultura alemã geralmente acha esses fatos bastante confusos ou estranhos.

Vamos começar com 5 deles:

1) A pipoca no cinema é doce

Até tem pipoca salgada aqui, mas a pipoca ‘padrão’, que você encontra pra vender por aí, geralmente é doce. Ir ao cinema e não ter nem a opção de comer pipoca salgada? Como assim?

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2) As notas acadêmicas vão de 1 a 6, sendo 1 a melhor nota

Na Alemanha, o sistema de notas não é de zero a 10, ou de zero a 100. Tampouco é como o sistema A-B-C-D. Funciona assim:

1 = muito bom
2 = bom
3 = satisfatório
4 = suficiente para passar / nota de corte
5 = insuficiente
6 = muito insuficiente / zero

É preciso tirar pelo menos 4 para passar numa prova ou curso. As universidades às vezes nem mencionam a nota 6, já que qualquer número maior que 4 já significa reprovação. As notas também tem uma casa decimal, geralmente com dígitos ímpares. Por exemplo: 1,3 – 1,5 – 1,7 (sendo que 1,3 é melhor do que 1,7). Pros alemães, uma nota 2 é melhor do que uma nota 3. Totalmente contra-intuitivo.

A primeira vez que eu recebi uma nota no mestrado, o email dizia ‘1,0’. Quase tive um mini-infarto. 😀

3) O segundo andar é o primeiro

No Brasil, o andar térreo geralmente é considerado o primeiro andar, o andar acima é o segundo, e assim por diante. Mas na Alemanha, o andar térreo é o ‘andar zero’. E o primeiro andar (número 1) é o que vem acima do térreo. Isso causa muita confusão aos recém-chegados ao país. ‘Me encontre no primeiro andar’ – no início o seu cérebro está treinado pra pensar automaticamente no andar térreo, que é o primeiro andar em que você pisa. Em vários elevadores ou nas grandes lojas de departamento por aqui é possível ver o número zero no letreiro se referindo ao térreo (e às vezes -1 e -2 pro subsolo).

4) Ao entrar na casa de um(a) alemão(ã), você tem que tirar seus sapatos

Esse é talvez o hábito mais tipicamente alemão de todos. Todo e qualquer alemão tira os sapatos assim que entra em casa, ainda na porta, e coloca um par de ‘sapatos de ficar em casa’, ou anda de meias. Eles fazem o mesmo quando vão visitar alguém, e esperam isso de você quando vai visitá-los. Eu, que não sou muita fã de andar descalça, tenho que lembrar de conferir que as minhas meias não estão furadas antes de ir visitar algum amigo aqui! hehe

O intuito desse hábito é manter a higiene e não trazer sujeira de fora pra dentro de casa – o que é bastante compreensível. Mas esse costume está tão incorporado no DNA dos alemães que eles o seguem à risca mesmo quando não faz o menor sentido. Como no caso de festas dentro de casa, por exemplo. Festa sempre causa alguma sujeirinha e bagunça, e o apartamento vai ter que ser limpo depois de qualquer forma. Que diferença vai fazer se os convidados tirarem os sapatos? 😛

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“Tirem os sapatos” = assim começa uma festa alemã caseira (obs: tinham muitos outros sapatos que nem couberam na foto)

5) Os alemães amam bebida com gás

Eu disse ‘amam’? Eu quis dizer NÃO VIVEM SEM. Na Alemanha não existem só duas, mas três opções de água mineral: Still, Medium e Classic. Imagine você um turista ou recém-chegado no país que só quer matar a sede e encontra 3 tipos de água à venda. Qual deve ser a sem gás? A que diz ‘Classic’, certo? ERRADO. Clássico na Alemanha é água com gás. Vai entender… Still é sem gás, e Medium com um pouco de gás (pra você ver o quanto eles levam isso a sério).

Por aqui a água da torneira é potável e própria para beber – e mesmo assim, alguns alemães não abrem mão de comprar água com gás no supermercado (e ainda carregam aquele peso pra casa). Aqui tem até um eletrodoméstico que transforma água normal em água gaseificada! O vício é forte.