Roteiro turístico de Berlim

A maioria das principais atrações turísticas de Berlim fica no bairro central, Mitte. Aqui eu montei um itinerário para se ver todas elas numa ordem eficiente e a pé. É possível visitar todos os pontos turísticos de Mitte em 1 dia, mas pode ser cansativo. Dependendo do seu ritmo, este itinerário pode ser pausado e retomado no dia seguinte sem problemas. Vamos lá:

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Pontos no Centro (Mitte):

Comece pela Alexanderplatz (1), com a Torre de TV (Fernsehturm) e o relógio mundial. Há diversas lojas por ali – incluindo as bem baratas Primark, Decathlon e TK Maxx – e o shopping center Alexa ao lado.

Passe pela Rotes Rathaus (2) até chegar na Unter den Linden – a grande avenida central.

Siga pela Unter den Linden: logo depois do rio à direita, fica a Catedral (Berliner Dom) (3) e a Ilha dos Museus (5 museus um ao lado do outro).

Continuando pela Unter den Linden: ver o memorial ‘Neue Wache’, passar pelo prédio principal da Humboldt Universität (4) e seguir na avenida até chegar ao Portão de Brandemburgo (5), um dos maiores símbolos de Berlim.

Passando pelo portão, há uma longa avenida com a Coluna da Vitória no final, e ao redor um grande parque, o Tiergarten.

Siga à direita até o Parlamento Alemão (Bundestag ou Reichstag) (6). É possível visitar o topo do parlamento com áudio-guia totalmente grátis. Mas é preciso marcar com antecedência neste site aqui (‘Visit to the dome’). O prédio e a vista são lindos. Vale muito a pena!

Voltando em direção ao Portão de Brandemburgo e seguindo em frente: ali fica o Memorial do Holocausto (7), um labirinto de concreto que lembra um cemitério, com um efeito muito impactante. Ande por ele com respeito. Há também uma exposição gratuita no subsolo.

Seguindo na mesma direção, chega-se à Potsdamer Platz, com o Sony Center (8): uma cúpula gigante e moderna com restaurantes e cinema. Ali bem perto fica o shopping center Mall of Berlin.

Siga para a Topografia do Terror (9), mais um memorial sobre o nazismo, e depois para o Checkpoint Charlie (10) – um local que simboliza um dos antigos pontos de passagem entre Berlim ocidental e oriental na época do muro. Mas saiba que o checkpoint não fica no ponto exato onde costumava ser e hoje é apenas um local turístico.

Termine a rota no Gendarmenmarkt (11), uma praça bonita bem no centro de Berlim.


Fora do centro:

A East Side Gallery – a parte que restou do muro de Berlim, toda grafitada e colorida, é imperdível. Desça na estação S-Ostbahnhof e siga o muro até o final, chegando na ponte Oberbaumbrücke. Também vale a pena explorar à noite os bairros mais descolados / alternativos / hipsters de Berlim, Kreuzberg e Friedrichshain, que são conectados por essa ponte.

Outras dicas:

Em Berlim num domingo de tempo bom? Não deixe de ir ao Mauerpark! E aproveite pra ver o memorial sobre o muro, na mesma rua.

Vai ficar 3 ou mais dias em Berlim? Considere sair um pouco da cidade para visitar o Palácio Sanssouci e seus jardins, em Potsdam (mais ou menos 1 hora a sudoeste de Berlim), e/ou o museu do campo de concentração Sachsenhausen, em Oranienburg (mais ou menos 1 hora ao norte).

Quer fazer compras? Além dos shopping centers no centro já citados (Alexa e Mall of Berlin), uma ótima opção são as ruas Tauentzienstraße e Kurfürstendamm (apelidada de Kudamm), no bairro Charlottenburg. Ali também pode-se visitar o principal zoológico de Berlim e a Gedächtniskirche: as ruínas de uma igreja que foi bombardeada durante a segunda guerra e cuja torre principal encontra-se até hoje quebrada ao meio.

Vai estar em Berlim durante a primavera ou verão? Aqui está uma lista das coisas mais legais para se fazer por aqui na melhor época do ano!

Quer dicas sobre o que e onde comer em Berlim? Dê uma olhada nesse post.

Interessado em ficar por mais tempo? Veja aqui uma descrição de como é morar em Berlim.


Espero que você ame Berlim tanto quanto eu! 🙂

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10 coisas imperdíveis para fazer em Berlim no verão

Não há nada como a primavera e o verão em Berlim. A cidade se transforma completamente. Assim que as folhas se tornam verdes, as pessoas ficam particularmente animadas e se esforçam pra passar a maior parte do tempo possível fora de casa. Festivais e eventos ao ar livre começam a aparecer no calendário um atrás do outro. Definitivamente, é a melhor época para se visitar a capital alemã.

Há muitas coisas legais pra se fazer no verão Berlinense. Aqui está uma lista das minhas favoritas:

1) Ir nadar em um lago

Acredite ou não, Berlim às vezes fica bem quente. A temperatura atinge por volta de 37 graus em alguns dias de verão. E com a falta de ambientes com ar-condicionado, nada melhor que um bom mergulho para se refrescar. Embora a cidade não tenha mar por perto (e portanto, nada de praias), felizmente há MUITOS lagos. A maioria deles tem uma Freibad, uma área acessível por cerca de 3-5 euros, com areia para se deitar e tomar sol, banheiros e quiosques de comida. Em alguns, você até pode alugar pedalinhos, barquinhos a remo, caiaques ou stand-up paddles. Sem dúvida, algo imperdível em Berlim no verão!

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Lago Müggelsee

2) Cinemas ao ar livre

Nos meses quentes, há vários cinemas ao ar livre (em alemão, Freiluftkino) em Berlim, praticamente um em cada bairro. Os filmes exibidos vão dos clássicos antigos até os mais recentes hollywoodianos. Caso você não esteja acostumado, é bom saber: a pipoca nos cinemas alemães geralmente é doce.

3) Bares em terraços

Há diversos bares diferentes no topo de shoppings ou edifícios em Berlim, onde se pode tomar uma bebida ao ar livre enquanto se aprecia a vista e o pôr-do-sol. O mais famoso provavelmente é o Klunkerkranisch em Neukölln, seguido do Deck 5 em Schönhauserallee e o House of Weekend em Alexanderplatz (que também é uma boate/balada).

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Vista do Klunkerkranisch

4) Thai Park

Se você estiver a fim de experimentar comida tailandesa boa e autêntica, você com certeza tem que ir ao Preußenpark, também conhecido como Thai Park. Tudo o que você precisa saber sobre o Thai Park está neste post sobre os melhores lugares para comer em Berlim.

5) Badeschiff

O Badeschiff é literalmente uma piscina dentro do rio Spree! Por um pequeno valor de entrada, você tem acesso à área desse ‘beach bar’, que também tem guarda-volumes e banheiros. De dentro da piscina, há uma vista linda para a ponte Oberbaumbrücke que liga Kreuzberg e Friedrichshain; para a grande escultura de metal no rio, Molecule Man; e para as pessoas que ficam passando por perto, em barquinhos ou stand-up paddles. É uma das coisas mais legais e diferentes pra se fazer no verão em Berlim.

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Badeschiff

6) Tomar cerveja em um Biergarten

Beber cerveja é algo que não se pode deixar de fazer na Alemanha, e no verão isso se faz ao ar livre. O que significa… temporada de Biergarten! Existem dezenas de opções pela cidade, algumas perto de áreas verdes, como parques, e algumas em cervejarias mesmo, que oferecem chopps maravilhosos feitos no local.

7) Ir colher morangos

Essa é uma atividade bastante diferente que pode ser feita em um bate-e-volta de Berlim. Existem diversos campos nos arredores da cidade, a cerca de uma hora do centro, onde você pode colher morangos, framboesas e mirtilos. Em alguns deles, há uma pequena taxa de entrada, e em outros você pode entrar de graça, colher as frutas e só pagar se quiser levar algumas pra casa. Veja o calendário da temporada apropriada para visitar e como chegar a alguns dos campos neste site (apenas em alemão).

8) Monbijoupark

Essa é uma área perto do Hackescher Markt, onde as pessoas se sentam no gramado à beira do rio Spree enquanto tomam uma cerveja e apreciam a vista para a catedral (Berliner Dom). É um ótimo lugar para relaxar ao ar livre e também um lindo local para fotos. Virando a curva seguindo o rio na direção oposta à catedral, há um bar onde se pode dançar salsa ou tango ao ar livre nas noites dos meses mais quentes.

9) Fazer churrasco com amigos

Uma paixão em comum que os alemães compartilham com os brasileiros – além do futebol – é fazer churrascos. Assim que o sol começa a aparecer, podem-se ver churrasqueiras e fumaça por toda a parte na cidade. Fazer um bom churrasco é algo bastante típico em Berlim, e pode ser feito no quintal de alguém (ou até mesmo na varanda) ou em um dos vários parques públicos, que normalmente têm uma área específica para colocar as churrasqueiras.

10) Mauerpark

Você vai encontrar esta dica em todo guia de Berlim – isso porque é realmente imperdível. Se você estiver na cidade num domingo durante a primavera ou verão, você precisa ir ao Mauerpark, o epicentro hipster de Berlim. Lá, você vai encontrar um famoso mercado de pulgas, barracas de comida, vários artistas de rua e músicos do mundo inteiro cercados por uma multidão de pessoas jovens e alegres curtindo o som, e várias pessoas relaxando na grama no pequeno morro com vista para o parque. Além disso, a minha parte favorita: o karaokê ao ar livre. O parque tem um pequeno palco com uma arquibancada ao redor onde, nos domingos de tempo bom, há uma sessão de karaokê aberta ao público. Quem quiser cantar vai ao microfone, enquanto o povo assiste e aplaude. A atmosfera do Mauerpark é simplesmente especial.

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Karaokê no Mauerpark

Espero que você aproveite o verão em Berlim!

O lago Obersee (Königssee) no Parque Nacional Berchtesgaden

A maioria dos lugares cênicos procurados por turistas são bem mais bonitos nas fotos do Google do que na realidade. Lá estão as melhores fotografias, pelos melhores fotógrafos, nos dias mais bonitos, e às vezes também com uma ajudinha do Photoshop. Por isso, eu tento não criar tanta expectativa quando vou visitar um desses lugares. Mas… o lago Obersee foi uma exceção. Surpreendentemente, ele conseguiu ser mais bonito ao vivo do que nas fotos que eu havia visto.

Trata-se de um lago cristalino e espelhado, rodeado pelos Alpes o que faz com que a água reflita a imagem das montanhas e do céu. Soa como o paraíso, né? E é mesmo.

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O lago Obersee fica no final do lago Königssee, no parque nacional Berchtesgaden, bem ao sul da Alemanha, literalmente na fronteira com a Áustria. As montanhas dos Alpes que rodeiam o lago delimitam a fronteira. Apesar de estar em território alemão, a cidade (e aeroporto) mais próxima do parque é Salzburg que também é linda! Por isso, fica a dica de visitar Salzburg em um fim de semana ou feriadão e fazer um bate-e-volta de lá até Berchtesgaden é bem fácil, inclusive de transporte público.

O parque nacional Berchtesgaden também oferece várias outras atividades, como diversas trilhas e mirantes. Um deles é onde fica o Eagle’s Nest (Kehlsteinhaus), uma casa que foi dada de presente de 50 anos a Adolf Hitler como uma casa de chá para diplomatas. Berchtesgaden, aliás, era um local que Hitler gostava muito de visitar. Mas não deixe isso te desencorajar! A sensação de paz que a natureza desse parque proporciona realmente não merece ser associada a essa figura sombria do passado.

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Como chegar

Pegar o ônibus 840 em Salzburg até a parada final (Berchtesgaden Hbf, a estação de trem). A viagem leva só 45 minutos (mesma coisa de carro). De lá, pegar outro ônibus que vá até Königssee. Tudo é bem fácil de achar, até porque várias outras pessoas estarão fazendo o mesmo trajeto. Para voltar, é só pegar os mesmos ônibus no sentido oposto.

De Munique dá pra chegar em Berchtesgaden de trem com uma troca em Freilassing, mas cada trecho da viagem demora em torno de 3 horas (de carro, em torno de 2 horas).

Chegando na entrada para o Königssee, ande até a estação das barcas e compre um bilhete para o barco que faz o passeio pelo Königssee até o Obersee. No passeio, um guia irá explicar um pouco sobre o parque, apontar algumas cachoeiras bonitas e mostrar o efeito do eco no lago. O barco faz parada primeiro na estação St. Bartholomä, onde você pode saltar para visitar a capela, e depois pegar outro barco (incluído no bilhete) até a estação Salet. De lá, um pequeno caminho de uns 5 a 10 minutos andando leva até o Obersee.

Do outro lado do Obersee há um casinha e você pode andar até lá, contornando o lago por um caminho à direita (bem fácil de andar), e depois voltar. A vista do outro lado também é fantástica! E essa casinha é na verdade um pequeno restaurante, onde também há banheiros.

Não é permitido nadar no lago (apesar de algumas pessoas entrarem na beira).

Quando ir

Eu acredito que o lago e seus reflexos fiquem especialmente bonitos durante o verão, em um dia de sol. Eu fui em junho de 2015 e estava um dia lindo, e não muito cheio.

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Capela St. Bartholomä no lago Königssee
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Obersee visto do lado oposto ao caminho de entrada

Para mais fotos desse destino, clique aqui.

Espero que você aproveite esse passeio deslumbrante que é visitar o parque Berchtesgaden e seus lagos Königssee e Obersee! 🙂

Curiosidades sobre a Alemanha (parte 1)

Existem tantos fatos ou hábitos da Alemanha que são curiosos/estranhos pra um estrangeiro que essa vai ter que ser uma série de posts, e não só um! hehe

Pra quem já mora aqui há um tempo, como eu, essas coisas já se tornaram completamente normais e hoje em dia passam totalmente despercebidas. Mas quem ainda não é tão familiarizado com a cultura alemã geralmente acha esses fatos bastante confusos ou estranhos.

Vamos começar com 5 deles:

1) A pipoca no cinema é doce

Até tem pipoca salgada aqui, mas a pipoca ‘padrão’, que você encontra pra vender por aí, geralmente é doce. Ir ao cinema e não ter nem a opção de comer pipoca salgada? Como assim?

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2) As notas acadêmicas vão de 1 a 6, sendo 1 a melhor nota

Na Alemanha, o sistema de notas não é de zero a 10, ou de zero a 100. Tampouco é como o sistema A-B-C-D. Funciona assim:

1 = muito bom
2 = bom
3 = satisfatório
4 = suficiente para passar / nota de corte
5 = insuficiente
6 = muito insuficiente / zero

É preciso tirar pelo menos 4 para passar numa prova ou curso. As universidades às vezes nem mencionam a nota 6, já que qualquer número maior que 4 já significa reprovação. As notas também tem uma casa decimal, geralmente com dígitos ímpares. Por exemplo: 1,3 – 1,5 – 1,7 (sendo que 1,3 é melhor do que 1,7). Pros alemães, uma nota 2 é melhor do que uma nota 3. Totalmente contra-intuitivo.

A primeira vez que eu recebi uma nota no mestrado, o email dizia ‘1,0’. Quase tive um mini-infarto. 😀

3) O segundo andar é o primeiro

No Brasil, o andar térreo geralmente é considerado o primeiro andar, o andar acima é o segundo, e assim por diante. Mas na Alemanha, o andar térreo é o ‘andar zero’. E o primeiro andar (número 1) é o que vem acima do térreo. Isso causa muita confusão aos recém-chegados ao país. ‘Me encontre no primeiro andar’ – no início o seu cérebro está treinado pra pensar automaticamente no andar térreo, que é o primeiro andar em que você pisa. Em vários elevadores ou nas grandes lojas de departamento por aqui é possível ver o número zero no letreiro se referindo ao térreo (e às vezes -1 e -2 pro subsolo).

4) Ao entrar na casa de um(a) alemão(ã), você tem que tirar seus sapatos

Esse é talvez o hábito mais tipicamente alemão de todos. Todo e qualquer alemão tira os sapatos assim que entra em casa, ainda na porta, e coloca um par de ‘sapatos de ficar em casa’, ou anda de meias. Eles fazem o mesmo quando vão visitar alguém, e esperam isso de você quando vai visitá-los. Eu, que não sou muita fã de andar descalça, tenho que lembrar de conferir que as minhas meias não estão furadas antes de ir visitar algum amigo aqui! hehe

O intuito desse hábito é manter a higiene e não trazer sujeira de fora pra dentro de casa – o que é bastante compreensível. Mas esse costume está tão incorporado no DNA dos alemães que eles o seguem à risca mesmo quando não faz o menor sentido. Como no caso de festas dentro de casa, por exemplo. Festa sempre causa alguma sujeirinha e bagunça, e o apartamento vai ter que ser limpo depois de qualquer forma. Que diferença vai fazer se os convidados tirarem os sapatos? 😛

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“Tirem os sapatos” = assim começa uma festa alemã caseira (obs: tinham muitos outros sapatos que nem couberam na foto)

5) Os alemães amam bebida com gás

Eu disse ‘amam’? Eu quis dizer NÃO VIVEM SEM. Na Alemanha não existem só duas, mas três opções de água mineral: Still, Medium e Classic. Imagine você um turista ou recém-chegado no país que só quer matar a sede e encontra 3 tipos de água à venda. Qual deve ser a sem gás? A que diz ‘Classic’, certo? ERRADO. Clássico na Alemanha é água com gás. Vai entender… Still é sem gás, e Medium com um pouco de gás (pra você ver o quanto eles levam isso a sério).

Por aqui a água da torneira é potável e própria para beber – e mesmo assim, alguns alemães não abrem mão de comprar água com gás no supermercado (e ainda carregam aquele peso pra casa). Aqui tem até um eletrodoméstico que transforma água normal em água gaseificada! O vício é forte.

Retrospectiva: minhas viagens em 2016

O ano de 2016 não foi exatamente o melhor da vida pra muita gente pra mim inclusive. Mas o que salvou foram as viagens fantásticas que eu fiz. Se em 2015 eu consegui viajar todos os meses do ano, em 2016 foi quase (só fevereiro que não, snif). Mas eu visitei 3 países novos (Suécia, Malta e Bulgária), sendo o último o meu primeiro país cujo idioma usa um alfabeto diferente.

Ano passado eu fiz uma retrospectiva das minhas viagens de 2015, e num piscar de olhos chegou a hora de fazer o mesmo sobre 2016.

JANEIRO: Rio de Janeiro + Angra dos Reis / Ilha Grande + Arraial do Cabo (Brasil)
Meu ano começa na minha cidade natal, o Rio de Janeiro, que continua lindo. E nesse mês eu também fui a outras cidades do estado, com lindas praias (sendo a minha primeira vez em Angra e Ilha Grande finalmente!)

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Ilha Grande, RJ

MARÇO: Stuttgart, Karlsruhe, Tübingen, Heidelberg + Castelos da região (Baden-Württemberg, Alemanha)
Feriadão de Páscoa com dois amigos queridos. Fizemos uma viagem de carro pelo estado de Baden-Württemberg, no sudoeste da Alemanha, passando por diversas cidades e pelo menos 5 castelos diferentes.

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Vista para o Castelo Hohenzollern, Alemanha

ABRIL: Leipzig (Alemanha)
Minha segunda vez em Leipzig, pertinho de Berlim. Dessa vez a trabalho: fui com meus colegas de laboratório participar de uma conferência científica.

MAIO: Stockholm + Uppsala (Suécia)
Viagem de feriadão onde fiquei hospedada com uma amiga querida e sua família, e conheci duas importantes cidades da Suécia. Eu geralmente tenho sorte com o tempo em viagens, mas dessa vez foi bem impressionante: muito sol e calor por lá em pleno início de maio!

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Estocolmo, Suécia

JUNHO: Malta
A viagem mais esperada e planejada do ano, que conseguiu superar as expectativas (que eram bem altas!). Já fiz dois posts sobre Malta: um sobre informações gerais e um roteiro completo. Não tem nem mais o que dizer – foi provavelmente a minha melhor viagem de 2016.

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Blue Lagoon, Malta

JULHO: Budapeste + Szentendre (Hungria) / Rio de Janeiro + Búzios (Brasil)
Minha segunda visita à Budapeste, dessa vez a trabalho e em pleno verão, rodeada de colegas queridos. Ainda deu pra ir conhecer a charmosa cidade vizinha Szentendre.
Depois passei uma semaninha curta, porém muito importante, no Brasil. Tive a honra de ser madrinha no casamento de dois grandes amigos em Búzios, uma cidade de praia perto do Rio. Sem dúvida um dos melhores fins de semana do ano!

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Casamento em Búzios, RJ

AGOSTO: Saxônia Suíça (Alemanha)
Fim de semana passeando pelo parque nacional perto de Dresden e seus arredores, com parentes visitando do Brasil. Tem post aqui contando tudo sobre esse destino.

SETEMBRO: Sofia + Plovdiv (Bulgária)
Mais uma viagem de fim de semana, para um destino um pouco diferente do comum. Já contei tudo sobre essa visita à Bulgária nesse post aqui.

OUTUBRO: Poznan + Wroclaw (Polônia)
Nem mesmo a falta de companhia me impede de viajar num feriadão. 😛 Fui sozinha mesmo conhecer Poznan (Posnânia) e Wroclaw (Breslávia), duas cidades polonesas relativamente perto da fronteira com a Alemanha.

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Poznan, Polônia

NOVEMBRO: Stettin (Polônia)
De novo na Polônia! Dessa vez só um bate-e-volta de Berlim. Nada como quebrar a rotina com amigos queridos num sábado, mesmo num clima congelante (mas ensolarado).

DEZEMBRO: Göttingen (Alemanha) + Rio de Janeiro (Brasil)
O bom filho à casa torna, então no último mês do ano eu fui visitar a cidade que foi meu primeiro lar na Europa: Göttingen. Foi maravilhoso rever meus amigos de lá, e estar novamente no meu mercado de Natal favorito.
E claro, em dezembro eu vou ao Rio, meu primeiro lar da vida, hehe. Que semanas incríveis foram essas férias!

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Mercado de Natal em Göttingen, Alemanha

Olhando assim, até que o saldo geral de 2016 foi bastante positivo! Ano passado vários feriados caíram em fins de semana, mas 2017 promete, com diversos fins de semana prolongados!

Boas viagens esse ano pra todo mundo! 🙂

Viagem de fim de semana à Bulgária

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Catedral St. Alexander Nevsky em Sofia

Como vocês devem saber, eu tenho o hábito de procurar voos baratos para viagens saindo de Berlim, onde eu moro. Em uma dessas ‘caças ao tesouro’, eu encontrei voos não só super baratos, mas também nos horários perfeitos: ida sexta à noite e volta domingo à noite. Exatamente pro fim de semana. Uma raridade.

A viagem era à Bulgária, por 43 euros ida e volta com a Ryanair. Pra dar uma ideia do quão barato isso é: esse é o preço normalmente de uma viagem de trem na Alemanha (de ida e volta), que dure mais ou menos 2 horas cada trecho, caso você tenha o cartão que dá 50% de desconto, porque o valor normal é o dobro. Ou seja, voar por esse valor não é nada mau. Chamei um amigo querido que sempre topa essas minhas aventuras e compramos as passagens.

Duas colegas nossas que são da Bulgária haviam nos avisado que 1 dia é suficiente para ver a capital, Sofia, para onde voamos. E vários sites na internet com opiniões de viajantes sugeriam visitar também a segunda maior cidade da Bulgária, Plovdiv, que fica a 2 horas de Sofia. Então, foi o que fizemos: passamos o sábado em Plovdiv (bate-e-volta) e o domingo em Sofia.

A Bulgária foi o primeiro país que eu visitei cujo idioma tem outra escrita (eles usam o alfabeto cirílico). Além disso, quase ninguém fala inglês lá. Uma coisa que ajudou muito foi ter anotado como são os nomes das cidades que eu ia visitar no alfabeto deles, para conseguir reconhecer nas placas.

Foi uma leve aventura – mas eu quis visitar a Bulgária justamente por ser um país um pouco diferente dos que eu estava acostumada.


Sofia (София)

Do aeroporto para o centro de Sofia, é possível ir de ônibus ou metrô. Nós achamos mais fácil pegar o metrô, mas é bom saber que a estação fica no terminal 2, e as companhias aéreas de baixo custo (como a Ryanair) usam o terminal 3, que é um anexo à parte principal do aeroporto. Existe uma van que transporta passageiros entre os terminais 2 e 3 gratuitamente, mas ela não passa o tempo todo.

Em Sofia nós fizemos o free walking tour, que foi excelente, cobriu os principais pontos e nos contou muito sobre a história da Bulgária. O tour parte diariamente às 11h e 18h do Palácio de Justiça e tem duração de 2 horas.

PONTOS DE INTERESSE:
Catedral St. Alexander Nevsky (o principal cartão-postal da cidade), antigos banhos minerais de Sofia, Igreja Russa, Palácio Nacional de Cultura (NDK), Teatro Nacional Ivan Vazov (e parque ao redor), Palácio Real, Montanha Vitosha (uma enorme montanha bem próxima ao centro da cidade), Vitosha Boulevard: a rua principal, de pedestres, cheia de restaurantes e lojas (e turistas).

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Vitosha Boulevard e a montanha Vitosha ao fundo

Plovdiv (Пловдив)

COMO CHEGAR:
O melhor é ir de ônibus – a viagem dura 2 horas, e de trem demora 3 horas. A passagem custa 14 leva por trecho (7 euros) e pode ser comprada pouco antes da viagem na estação de ônibus, que fica bem ao lado da de trens. Geralmente os ônibus saem a cada hora cheia. Para garantir nosso lugar, nós compramos a passagem de volta assim que chegamos a Plovdiv. Ficamos na cidade de 11h às 18h, e foi suficiente. O ônibus é bem simples, mas cumpre a sua missão.

Você encontra o site da empresa de trens aqui (disponível também em inglês) e a de ônibus aqui (apenas em búlgaro! É aí que você compara as palavras pra achar a cidade que você quer, ou usa um tradutor online).

PONTOS DE INTERESSE:
Plovdiv é cheia de ruínas romanas espalhadas pela cidade. A mais impressionante de todas é o antigo Anfiteatro Romano – um enorme auditório construído na época a.C., e que até hoje ainda é usado como local de shows e eventos. Há também o Estádio Romano (debaixo da rua principal do centro) e o Fórum Romano.
Ande pela cidade antiga explorando as suas construções (como o Museu Etnográfico) e vistas para o centro. Perto das estações de trem e ônibus fica o Parque Tsar Simeon, onde um show do ‘chafariz mágico’ ocorre à noite.

Em Plovdiv também há um free walking tour que começa às 11 horas diariamente em frente à prefeitura, na rua principal.

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Antigo Anfiteatro Romano em Plovdiv

A Bulgária pode não ser um dos primeiros destinos que vêm à cabeça quando se pensa em Europa, mas com certeza vale a visita. A maioria das ruas e construções tem um aspecto bem simples e modesto, mas há vários pontos de interesse para turistas. É um país onde se gasta pouco, e é possível conhecer as duas maiores cidades em um fim de semana.

Para mais fotos da Bulgária, clique aqui.

A Bastei e o Parque Nacional da Suíça Saxônica

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A ponte Bastei e a montanha Lilienstein ao fundo

A Suíça Saxônica (em alemão, Sächsische Schweiz) é uma região e parque nacional a 43 km a sudeste de Dresden. O nome foi dado porque a paisagem cheia de montanhas pode lembrar a Suíça – mas na verdade fica no leste da Alemanha, quase na fronteira com a República Tcheca.

A atração mais popular do parque nacional é a Bastei – uma formação rochosa de montanhas de arenito formada no período Cretáceo (há 100 milhões de anos). Ali fica a famosa ponte da Bastei (Basteibrücke), a 194 metros acima do rio Elbe. Há alguns mirantes na Bastei que permitem uma bela vista para a ponte e as montanhas ao redor.

Em uma das entradas da ponte fica o Felsenburg Neurathen – as ruínas de um antigo castelo rochoso. O ingresso custa apenas 2 euros. O local funciona como um museu a céu aberto, com um lindo visual para os arredores em pontes suspensas.

O acesso à Bastei é fácil e não é preciso fazer trilhas para chegar lá – apenas subir escadas, para quem não vai de carro. Mas quem quer fazer trilhas tem várias opções pelo parque nacional. Além da Bastei, outro ponto de interesse popular da região é a fortaleza de Königstein. Nós preferimos visitar a pequena cidade de Pirna na beira do rio.

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Entrada do Felsenburg Neurathen

Quanto tempo ficar:
Um dia foi suficiente para visitarmos a Bastei e Pirna. Querendo ver outros pontos ou fazer trilhas, adicione mais dias.

Como chegar:

De carro: dirija em direção ao Bastei Berghotel, onde fica a entrada para a Bastei. Como somente hóspedes podem parar os carros no estacionamento do hotel, deixe seu carro no estacionamento do parque nacional, a 3 km, antes de chegar no hotel. De lá, sai um ônibus para a entrada da Bastei (e do Berghotel) por 2 euros ida e volta.

De trem: pegue o S1 em Dresden sentido Bad Schandau (dura 30 minutos), desça em Kurort Rathen e pegue uma barca para atravessar o rio. De lá, suba pelas escadas até chegar até a Bastei.

Nós fomos de carro e o acesso foi bem fácil (alugamos um carro em Dresden por 22 euros por dia). Mas vimos bastante gente subindo a pé até a Bastei. Parece ser cansativo, mas é viável. As escadas são largas e relativamente novas.

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Entrada da ponte Bastei
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Vista para o rio Elbe 

A Suíça Saxônica é uma área onde se pode caminhar pela natureza e admirar o visual de formações rochosas impressionantes. Dresden fica a 2h30 de Berlim, e há ônibus bem baratos fazendo esse percurso. Então, é uma opção super viável para uma viagem de fim de semana a partir de Berlim – ou um bate-e-volta saindo de Dresden ou Leipzig.