A Rota Romântica na Alemanha

rothenburgA Rota Romântica (em alemão, Romantische Strasse) é uma rota que percorre diversas cidadezinhas e vilarejos medievais da Baviera, no sul da Alemanha. É uma região com diversos castelos, vinícolas e casinhas coloridas no estilo Fachwerk (tipicamente alemão). A rota completa tem 350 km e vai de Würzburg a Füssen (onde fica o Castelo Neuschwanstein).
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Quais cidades visitar

Essa rota temática foi criada como uma estratégia de marketing por agentes de turismo nos anos 50, para incentivar a visitação desses pequenos vilarejos. Inclusive, hoje em dia também existe uma Rota Romântica pelo sul do Brasil.
Mas os principais lugares pra se visitar na Rota Romântica da Alemanha são:

  • Würzburg
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    Würzburg tem várias semelhanças com Praga, como uma ponte com estátuas (muito parecida com a Charles Bridge) e uma fortaleza do alto do outro lado do rio (Festung Marienberg), que dá à cidade um ar de conto de fadas.
  • Rothenburg ob der Tauber
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    Rothenburg é a cidade mais famosa da Rota Romântica e talvez a mais charmosa da Alemanha. Andar por ela dá a sensação de estar em um parque da Disney (ou seja, encantador).
  • Dinkelsbühl
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    Dinkelsbühl é uma pequena cidade histórica e preservada, ainda com muros e torres da época medieval. E (muitas) casinhas coloridas.
  • Nördlingen
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    Assim como Dinkelsbühl, Nördlingen também é cercada por antigos muros medievais. Vista de cima, a cidade tem formato de um círculo, com 5 torres equidistantes ao seu redor (perfeito pra quem adora simetria, como eu). Curiosidade: Nördlingen aparece na versão original do filme A Fantástica Fábrica de Chocolate.
  • Castelo Neuschwanstein
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    O Castelo Neuschwanstein, em Füssen, dispensa apresentações. É uma das atrações mais populares da Alemanha. A melhor vista para admirá-lo é a da ponte Marienbrücke. Há também o Castelo Hohenschwangau logo em frente.

Como chegar e se transportar

O mais recomendável é fazer a rota de carro. Há também excursões em ônibus de turismo, e algumas pessoas fazem o trajeto até de bicicleta! Mas, não tendo muito tempo disponível e para ter mais liberdade de escolher para onde ir, carro seria o ideal. Dentro de cada cidade é perfeitamente possível andar a pé – são todas muito pequenas.
O percurso é em geral bem sinalizado, com placas indicando a Romantische Strasse. Antes de ir, nós achávamos que a Rota Romântica em si seria uma estrada mais lenta, levando por dentro de todos os vilarejos, paralela à estrada de via rápida (Autobahn). Mas na verdade, muitas vezes a Rota Romântica estava sendo sinalizada na própria Autobahn. Então, essa rota não é apenas uma estrada propriamente dita, mas toda a região.
Vindo de outro país, os aeroportos de entrada e saída mais próximos da Rota Romântica são: Frankfurt, ao norte da rota, e Munique, ao sul da rota. E, claro, pode-se fazer a rota em qualquer uma das direções (norte-sul ou sul-norte).

Quanto tempo ficar

Isso depende muito de quantas cidades se quer visitar. A rota inteira compreende no total 27 pequenas cidades e vilarejos. Mas, para se visitar os principais lugares da rota, apresentados aqui, é preciso pelo menos 3 dias. Eu recomendo: 1 dia em Würzburg; 1 dia em Rothenburg + Dinkelsbühl + Nördlingen; e 1 dia em Füssen. Como é uma rota bastante customizável, pode-se adicionar mais dias para visitar Munique também, por exemplo, ou outros vilarejos da rota.
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A Rota Romântica é uma ótima escolha pra quem quer conhecer cidades medievais, pitorescas e tipicamente alemãs da região da Baviera (Bayern, em alemão).

Para ver mais fotos, clique aqui.

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Como é morar em Berlim

Foto por Mari Cerdeira
Foto por Mari Cerdeira

Berlim é uma cidade: grande, cosmopolita, jovem, alternativa, agitada, relaxada, descolada.

Tem gente de todas as tribos. No metrô você vê uma garota de cabelo azul ao lado de uma criança branca e loira, ao lado de um cara de rastafari, ao lado de uma família turca, ao lado de turistas espanhois. Berlim é diversidade!

Berlin foi inclusive eleita a cidade mais divertida do mundo.

Morar em Berlim é sempre ter o que fazer. É descobrir a cada fim de semana algum lugar legal que você ainda não conhecia.

É morar numa cidade barata! E com uma lei que limita os valores de aluguel.

A Alemanha é um país barato, para os padrões da Europa ocidental. E, dentro da Alemanha, o custo de vida em Berlim é bem mais baixo que o de outras cidades como Munique ou Hamburgo por exemplo.

‘’Berlim não é Alemanha’’

Berlim é muito diferente do sul da Alemanha. Não é conservadora, nem tão certinha. E também não é tão rica.

É uma cidade que está bombando e se transformando neste exato momento. É muito diferente do que era há 20 anos atrás, e vai ser muito diferente daqui a 20 anos.

Tem uma cultura urbana e artística muito forte. E restaurantes de todos os países. E baladas super renomadas. Principalmente pra quem curte música eletrônica – é o que mais tem por aqui.

É morar numa cidade com mil faces. Tem bairros que são super residenciais, outros super turísticos, outros super alternativos, outros super chiques. Berlim é o resultado de uma mistura incrível de vários elementos.

‘’Berlim é a Nova York da Europa’’

É uma cidade com um transporte público super eficiente, que cobre todos os lugares. E que não tem catracas.

Morar em Berlim é voltar da night de metrô. Isso porque durante o fim de semana todo o transporte público funciona 24 horas. (!!!!) E em dias de semana? O metrô fecha por volta da 1 da manhã, mas ainda tem ônibus a noite toda. Só pega táxi quem quer.

É uma cidade plana, ótima pra se locomover de bicicleta também.

Em geral é bastante segura, mas por ser uma cidade grande tem furtos SIM, e tem que ficar ligado.

É uma cidade com muito verde, parques e lagos (40% de toda a área da cidade!).

Saindo só um pouquinho de Berlim já parece outro mundo. Dá pra morar pertinho da agitação da cidade e ainda ter uma casa com quintal estilo filme americano.

É uma cidade que transpira história.

Muita gente fala inglês, mas nem todo mundo.

É uma cidade onde a temperatura pode marcar de -7 a 37 graus Celsius.

Uma cidade com várias estações de trem, uma estação central gigantesca, e 2 aeroportos (porque o aeroporto que vai substituir os dois existentes não fica pronto nunca).

É morar numa cidade que se transforma quando chega a primavera e verão. O sol e o calor mudam completamente a vibe da cidade. Todo mundo vai pra rua, o sol se põe bem mais tarde, tem festivais e eventos ao ar livre pra todos os lados…


Dá pra perceber que eu gosto de morar em Berlim, ou tá pouco? =)

7 pensamentos para minimizar a saudade do Brasil

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“Tudo bem que você adora morar lá e já está muito bem adaptada, mas… você não morre de saudade de casa?”

Essa é uma das perguntas mais frequentes feitas a quem mora no exterior. E comigo não é diferente.

A resposta que sempre dou é: claro que dá saudade da família, dos amigos, do clima, da comida, e do Brasil em si. Tem dias em que bate mais forte do que em outros. Mas em geral é uma saudade tolerável, e não determinante.

Porque ao longo do tempo a gente acaba desenvolvendo “técnicas” para lidar com a saudade. E eu vou contar pra vocês as minhas. São pontos que eu tento lembrar a mim mesma quando a saudade tenta me invadir.

1. A vida é feita de escolhas

“Ou isto, ou aquilo”, já dizia Cecília Meireles.

Uma das coisas que mais ativa a saudade é ficar pensando em tudo de bom que se está “perdendo” na sua cidade natal. De fato, tem muita coisa legal acontecendo lá na sua ausência, porém, é uma troca: você está deixando de viver várias coisas lá para viver várias outras aqui. É preciso focar em tudo o que se está ganhando por estar ali, ao invés daquilo que se está perdendo no Brasil. Seja feliz no aqui e agora.

“É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo.”
(Texto de Antônia no Divã)

“Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!”

Cecília Meireles
(resumindo a história da minha vida)

2. Minha vida no exterior me satisfaz

Para o método #1 funcionar, é imprescindível estar satisfeito com o novo lar. Claro que nenhum lugar é perfeito, e não-tá-fácil-pra-ninguém, mas é importante saber claramente os seus motivos e objetivos para estar morando onde você mora. Para quem vive em em outro país por obrigação e não por escolha própria, ou odeia o trabalho que tem, ou deixou um parceiro no Brasil, a saudade tende a parecer mil vezes maior. É essencial gostar de morar na sua nova cidade (se possível, amar) e construir uma vida que te dê prazer, incluindo casa, trabalho, amigos, vida social e hobbies.

3. Sair da zona de conforto faz parte da experiência

Como dito no #1, pensar em tudo o que é melhor no Brasil causa saudade. Da mesma forma, pensar em tudo o que é pior no seu novo lar também provoca comparações e, consequentemente, saudade.

Dizem que é preciso ter ‘mente aberta’ para viver no exterior, e como é verdade! O inverno na Europa é frio pra caramba? SIM. Eu odeio frio? Muito! Mas eu estou disposta a tentar conviver com ele, por alguns meses do ano. Alguns alemães são grossos? Com certeza. Mas isso me faz desenvolver maneiras de me comunicar com tipos diferentes de pessoas – eu que estava acostumada a lidar só com pessoas sorridentes. Tudo é uma questão de ponto de vista.

Tem gente que não gosta de mudanças e simplesmente não quer se adaptar. E tudo bem! Cada um com a sua personalidade. Mas quem quer ser feliz ao morar no exterior precisa estar disposto a viver de forma diferente. Eu sofro de verdade por não comer arroz com feijão todo dia? Na verdade, não.

4. Internet, eu te amo!

Nessa era maravilhosa de tecnologia e globalização, fica muito fácil e prático manter contato internacional. Eu procuro estar sempre atualizada sobre a vida dos meus amigos, mesmo longe. Procuro saber como eles estão, o que andam fazendo e quais seus planos futuros. E sempre que eu vejo alguma coisa que me faz lembrar alguém, ou tenho algo a dizer, eu mando na mesma hora um áudio, um link, ou uma foto.

“Ah, mas não é a mesma coisa falar com um amigo por Skype, Whatsapp ou Facebook…
Pessoalmente é muito melhor.”

COM CERTEZA pessoalmente é muito melhor, e não há rede social que possa substituir um abraço, ou a sua presença em carne e osso no casamento do seu primo, ou no almoço de dia dos pais. Sem dúvida. Isso é indiscutível. Mas… já é uma GRANDE ajuda. Eu converso com os meus pais no Skype pelo menos umas 3 vezes por semana. Minha mãe inclusive diz que eu converso mais com ela quando estou no exterior do que quando estou de visita no Brasil, quando eu tenho que dividir a atenção entre tantos parentes e amigos (risos). O que me leva ao quinto ponto…

5. Daqui a pouco chega a hora de visitar o Brasil

E que hora mais feliz!!!

Eu tento ir ao Brasil pelo menos uma vez por ano. E, tendo muitos amigos e familiares e só algumas semanas para visitar, eu tento otimizar o meu tempo ao máximo. Cada horário de cada dia é destinado a visitar alguém e/ou algum lugar e/ou comer alguma comida brasileira. Se possível, todas as opções juntas.

Eu também prefiro ir para o Natal e Ano Novo porque é justamente nessa época em que a maioria das pessoas se reencontra para festas de fim de ano e confraternizações. Assim fica muito mais fácil rever diferentes grupos de amigos e matar a saudade de várias pessoas queridas ao mesmo tempo. Aproveitar bem cada visita é essencial (e suficiente) para conseguir ‘’zerar’’ a saudade – pelo menos por algum tempo.

6. Não é só porque eu moro longe que eu não vejo todos os seus amigos o tempo todo

Quando eu estou no Brasil revendo um grupo de amigos, é muito comum eu ouvir:

“Sabe, eu encontro você só uma vez por ano, mas parando pra pensar… eu encontro esses outros amigos aqui umas 2, no máximo 3 vezes por ano. E olha eles moram na mesma cidade que eu.”

Esse é um fato que, apesar de lamentável, me conforta. Eu tento me lembrar disso quando eu penso que lá no Brasil todo mundo se reúne o tempo inteiro e só eu estou longe, excluída. A verdade é que todo mundo tem a sua vida, seu trabalho, sua rotina, e nem sempre consegue se encontrar, mesmo vivendo perto (o que é uma pena). E quando eu estou de visita no Brasil, os meus amigos fazem uma forcinha extra para me encontrar, porque sabem que eu não estou lá sempre. Olha que privilégio!

Fora que muitas vezes os meus amigos no Brasil estão se comunicando entre si por… isso mesmo, Whatsapp e Facebook! Da mesma maneira que eu com eles.

Este é o meu lembrete “se é que serve de consolo”.

7. O que é verdadeiro permanece

Todos nós mudamos com o tempo – seja quem mora no exterior ou no Brasil. Pessoas mudam, circunstâncias mudam, mas amizades não necessariamente. Toda vez que eu vou ao Brasil eu tenho a sorte de ver de perto que a minha relação com amigos e familiares queridos não mudou. Pode passar o tempo que for: quando eu os encontro, parece que estive sempre ali.

E aí eu penso: UFA! =)

“Amizade verdadeira não é ser inseparável,
é estar separados e nada mudar”

Essa é uma certeza maior do que qualquer saudade.