Como eu planejo minhas viagens (com pouco tempo e dinheiro)

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Veja a primeira parte deste texto aqui:
“Como você faz para viajar tanto?”

Então, se viajar for uma prioridade para você no seu tempo de lazer, você deve procurar fazê-lo. E a melhor forma de otimizar os seus talvez-não-tão-abundantes tempo e dinheiro é planejando com antecedência.

Existem diversas maneiras de se planejar uma viagem que funcionam bem. Aqui, eu vou explicar passo a passo como eu faço e o que funciona para mim. (Vocês vão ver que eu sou metódica de carteirinha.)

Eu nunca usei os serviços de uma agência de viagens eu sempre pesquiso e reservo tudo eu mesma. Talvez esse método dê mais trabalho, mas eu o prefiro pelo fato de ter mais controle sobre a minha viagem e também porque acredito que seja mais em conta.

Para mim, planejar uma viagem é como se arrumar para uma festa: é praticamente metade da diversão!

Coisas a considerar:

COMO:
Defina o estilo de viagem que funciona para você; ou seja, o que é viável (várias viagens curtas por ano, ou uma ou duas viagens longas por ano, ou um pouco dos dois; viajar dentro do seu país ou continente, ou viajar para destinos mais distantes, ou um pouco dos dois; etc.)

QUANDO:
A primeira coisa que eu faço é: eu abro um calendário que tenha todos os feriados do ano. (Importante: tenha certeza de que eles são mesmo válidos para a cidade onde você mora! Muitos feriados nos calendários da Alemanha, por exemplo, só são válidos em certos estados, e, infelizmente, não em Berlim.)
Então, eu faço uma lista dos fins de semana prolongados que eu vou ter ao longo do ano. Como exemplo, esses são os feriadões de 2016 em Berlim:

  • Páscoa: de 24/03 à noite até 28/03 = 4 noites
  • Ascensão de Cristo (Christi Himmelfahrt): de 04/05 à noite até 08/05 = 4 noites
    (Obs.: aqui, apenas quinta dia 5 é feriado sexta dia 6 não é. Mas claramente vale a pena tirar esse dia de folga, para se ter um feriado de 4 dias pelo ‘preço’ de 1 dia útil.)
  • Pentecostes (Pfingst): de 13/05 à noite até 16/05 = 3 noites
  • Unificação Alemã (Tag der Deutschen Einheit): de 30/09 à noite até 03/10 = 3 noites

Como você pode ver, são apenas quatro (1 de maio vai cair num domingo e Natal / Ano Novo não contam). Então eu sei que este ano eu tenho 4 oportunidades de feriadões para viajar: 2 viagens de 4 noites e 2 viagens de 3 noites.

AONDE:
Quando estiver escolhendo um destino, antes de mais nada estime quanto tempo você precisaria para visitar aquele local. Essa é uma decisão bastante pessoal, pois pessoas diferentes têm ritmos diferentes em viagens. Também vai depender se você quer visitar todos os museus naquela cidade, por exemplo, ou só as atrações turísticas principais. Eu normalmente procuro no Google por ‘quantos dias em …’ e vejo o que outros viajantes recomendam em fóruns de discussão, como o TripAdvisor. Se você é um viajante do tipo sem-tempo-a-perder como eu, dê uma olhada também no site Days in a City, que costuma ter boas sugestões.

Após definir em quais dias do ano eu posso viajar e quão longas as viagens podem ser (ver seção QUANDO), eu posso verificar quais viagens se encaixariam nessa quantidade de dias. Por exemplo: eu sei que eu não posso planejar uma viajar para o sudeste asiático em um feriadão de 4 noites porque não seria tempo suficiente para esse destino. Então eu tento encontrar destinos que sejam viáveis dentro de 3 ou 4 noites.

Como dito na primeira parte desse post, eu normalmente tenho de 5 a 10 dias de férias por ano, sem contar com feriadões ou com o meu tempo no Brasil. Então, quando eu quero fazer viagens mais longas que um fim de semana prolongado, eu normalmente uso alguns desses dias de férias. E, para otimizar o meu tempo, eu tento emendar com fins de semana. Por exemplo: se eu tirar 5 dias de férias (segunda a sexta), na verdade eu consigo fazer uma viagem de 9 noites, incluindo os fins de semana antes e depois. Assim, eu levo uma ‘promoção’ de 9-dias-pelo-preço-de-5.

Para decidir para onde eu vou viajar, eu sempre considero:
1) Para onde eu consigo ir na quantidade de dias que tenho;
2) Para onde eu tenho interesse em ir;
3) Para onde eu consigo encontrar passagens baratas de ida e volta.

Os dois gastos mais caros em uma viagem são: passagens (ida e volta) e hospedagem. (Comida não conta muito, pois você vai ter que comer tanto viajando quanto em casa.) Felizmente, existem formas de economizar bastante nesses dois pontos.

PASSAGENS

Eu sou uma cientista, então eu não confio em apenas uma fonte. Eu gosto de procurar voos em mais de um site de busca/comparação. Eu uso: Google Flights, Skyscanner e Kayak.

Google Flights: este tem sido o meu favorito há um bom tempo. Ele permite buscar voos para ‘todos os destinos do mundo’, ou para um país em geral. Você não precisa necessariamente escolher uma cidade ou aeroporto específico. Você também consegue ver os preços no mês inteiro e quais dias estão mais baratos. Naturalmente, também dá para filtrar a busca de acordo com o horário em que você quer viajar, ou o número de paradas, por exemplo. Outra grande vantagem do Google Flights é que você pode salvar um voo que te interessa e acompanhá-lo ao longo do tempo pois eles te mostram gráficos dos preços. Então se você estiver logado na sua conta do Google, você pode simplesmente entrar no Google Flights e checar a variação dos preços nos últimos dias. Depois de um tempo usando essa ferramenta, você começa a ter uma ótima noção de quanto custam os voos que te interessam. Eu uso tanto o Google Flights para ficar de olho em preços de passagens, que eu aprendi quanto custa a passagem mais barata possível de Berlim para Estocolmo, por exemplo, e quanto seria uma passagem cara. Eu também uso bastante para acompanhar os preços de voos da Alemanha pro Brasil, já que eles são bastante caros e eu quero encontrar o melhor voo possível. Às vezes eu sinto como se estivesse acompanhando o mercado de ações: quando o preço baixa, eu compro.

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Exemplo de busca no Google Flights

Skyscanner: tem as mesmas vantagens de busca que o Google Flights, mas não tem a opção de salvar voos e ver os gráficos. O motivo pelo qual eu ainda uso o Skyscanner além do Google Flights é que às vezes o Google Flights me mostra preços incorretos (talvez não seja atualizado tão frequentemente), então eu gosto de checar para ter certeza.

Kayak: já que não tem a opção de buscar para ‘todos os destinos’ como os outros dois, eu só tenho usado o Kayak quando eu quero procurar por datas flexíveis. Você pode fazer uma busca usando a opção de +/- 3 dias para a data de ida e de volta, e ele te mostra uma tabela com todas as combinações possíveis e qual é a mais barata. Por exemplo:

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Exemplo de busca no Kayak: neste caso, a combinação mais barata é ida 15/07 e volta 18/07

É uma ótima sensação encontrar um bom preço. Eu já comprei voos de ida e volta de Berlim para Copenhague por 50 euros, para Colônia por 20, para Malta por 70 e para Salzburg por 77.

Para opções de trem: geralmente cada país só tem uma única empresa ferroviária nacional, então eu sempre busco e compro no site oficial deles você não vai encontrar mais barato em outro lugar. Para trens na Alemanha, é a Deutsche Bahn. As empresas oferecem passagens mais baratas se você comprar com antecedência, então sempre é uma boa ideia olhar o mais cedo possível.

Para opções de ônibus, ou quando você não sabe qual opção é a melhor (ônibus, trem or voo):
Para destinos na Europa, eu gosto de usar o GoEuro. Esse site permite comparar todas as possibilidades de transporte (inclusive aluguel de carro). E ele mostra uma ótima lista de comparação de todas as diversas empresas de ônibus. (Há algum tempo, a Megabus tem oferecido algumas das passagens de ônibus mais baratas pela Europa. É a nova Ryanair das rodoviárias.)

Obs.: eu só uso esses sites para pesquisar e comparar preços. Quando encontro uma passagem que eu gostaria de comprar, eu o faço através do site oficial da companhia (eu acho mais seguro e mais barato).

Na Europa também há a opção de compartilhar uma viagem de carro, como o BlaBlaCar na Alemanha (que é bem barato), ou até mesmo sair pegando carona com desconhecidos (que é de graça). Eu particularmente nunca usei essas opções, mas você pode usá-las caso de sinta confortável com elas.

Outras coisas a se considerar ao decidir sobre passagens:

  • Às vezes voos são mais baratos que trens ou ônibus;
  • Às vezes viagens de ônibus e trens têm a mesma duração (e ônibus são geralmente mais baratos) um exemplo é o trajeto Berlin-Praga;
  • Nem sempre preços de voos apenas aumentam com o tempo com a Ryanair, por exemplo, eles variam MUITO.

HOSPEDAGEM

Eu sempre compro as minhas passagens primeiro, e só depois reservo a hospedagem, porque essa última geralmente custa menos. E também porque muitas vezes você pode alterar ou cancelar a sua reserva da acomodação gratuitamente, mas o mesmo não acontece para o transporte. Mas é uma boa pelo menos dar uma olhada nas opções de hospedagem antes de comprar as passagens, para não haver surpresas. Alguns eventos locais como Oktoberfest em Munique e St. Patrick’s Day em Dublin fazem os preços de hospedagem ficarem 10 vezes mais caros.

Você deve ponderar o que mais importa para você ao escolher hospedagem em viagens. Para mim, é preço e localização. (Tá, conforto vem em terceiro…) E se você não se importar em dividir um dormitório ou um banheiro, você normalmente encontra ofertas mais baratas.

Com isso em mente, eu geralmente considero 3 tipos de hospedagem: hostel, hotel ou Airbnb.

Hostel (albergue): eu uso essa opção por volta de 90% das vezes. É a minha opção de escolha quando ela está bem mais barata que as outras 2 opções; ou quando eu estou viajando sozinha.
Para comparar e reservar hostels, eu uso os sites Hostelbookers e Booking.com.

Hotel: obviamente, essa é a minha opção de preferência, por ser a mais confortável mas geralmente também é a mais cara. Eu uso essa opção em torno de 10% das vezes: quando o hotel eventualmente é mais barato que o hostel, ou quase. Isso geralmente acontece quando eu estou viajando com um grupo de pessoas. (Obs.: normalmente é um hotel bem simples, ou uma pensão/pousada.)
Para comparar e reservar hotéis, eu uso o site Booking.com.
Eu gosto bastante do Booking.com por ser uma plataforma bem clara e simples de usar (por exemplo, para filtrar buscas, fazer alterações na reserva, etc.). E, havendo algum problema, eles tem um bom serviço de apoio ao cliente e cuidam de tudo você não precisa contactar o hotel diretamente. Além disso, depois de reservar algumas vezes, você se torna um cliente ‘Genius’ e tem direito a valores especiais.

Airbnb: esse é um site onde se pode alugar um quarto no apartamento de alguém. Eu estou apenas começando a experimentar a opção do Airbnb. Eu escolheria essa opção somente quando:
a) os hotéis estão bem mais caros que os hostels e Airbnb;
b) além disso, ambas as ofertas do Airbnb e do hostel têm ótimas localizações mas o Airbnb é o mesmo preço ou mais barato que o hostel;
c) além disso, a oferta do Airbnb é um quarto privativo (portanto, mais confortável) e a opção do hostel é um dormitório compartilhado;
d) além disso, o anfitrião do Airbnb tem ótimas reviews e parece confiável;
e) além disso, eu não estou viajando sozinha.
(Então, como você pode ver, eu só usaria o Airbnb em casos bastante particulares.)
Site: Airbnb

Também existe a opção do CouchSurfing se hospedar no apartamento de alguém de graça. Eu nunca usei essa opção pois não me sinto confortável com ela, mas você deve considerar se vale a pena para você.

Em geral, os preços de hospedagem de baixo orçamento na Europa variam de 10 a 30 euros por noite por pessoa.


Eu espero que essa descrição bastante detalhada de como eu planejo as minhas viagens seja útil e inspiradora! Se você tiver alguma pergunta, fique à vontade para fazê-la nos comentários.

Sondar passagens online para viagens é inofensivo e não custa absolutamente nada. Então, tente. Não há nada a perder.  🙂

(Obs.: esse post não foi patrocinado por nenhuma das empresas mencionadas.)

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“Como você faz para viajar tanto?”

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Em primeiro lugar, eu não acho que eu viaje tanto. Eu com certeza não viajo tanto quanto gostaria. Eu não sou uma viajante em tempo integral – viajo apenas no meu tempo livre (afinal, estou fazendo um doutorado). Mas, mesmo assim, eu ouço essa pergunta frequentemente. Acho que pode-se dizer que eu consegui viajar um bocado nesses últimos anos, em paralelo ao mestrado e doutorado. (Para um resumo das minhas viagens em 2015, clique aqui).

Então, decidi tentar responder a essa pergunta: como é que eu consigo viajar tanto quanto eu viajo? Afinal, para viajar são necessárias basicamente duas coisas: tempo e dinheiro. E estudantes não possuem nenhum dos dois. Então, como funciona?

Minha primeira resposta a isso é: PRIORIDADE.

No meu tempo de lazer, fora do trabalho, viajar é minha prioridade. É o que eu mais gosto de fazer quando tenho um tempo livre. Claro, eu tenho outros hobbies, como dançar, escrever e aprender idiomas. Mas estes eu posso fazer a qualquer momento, em dias úteis após o trabalho. Então, quando eu tenho aquele tempo livre extra, como fins de semana e feriados, eu trato de usá-lo da forma que acho melhor: visitando novos lugares.

Algumas pessoas preferem usar seu tempo livre descansando em casa, ou indo à academia, ou aproveitando para ler um livro, por exemplo. E não há problema algum nisso – cada um deve fazer o que o faz feliz. Eu? Eu gosto de usar todo o meu tempo livre para viajar – se possível para algum destino novo.

Então um dos principais motivos pelos quais eu ‘me viro’ para viajar tanto é porque eu vejo isso como uma prioridade para o meu tempo de lazer.

Dito isso, ainda temos 2 problemas: falta de tempo e de dinheiro.

Problema #1: TEMPO

“É fácil para VOCÊ viajar, porque você mora na Europa”.

Claro, viver na Europa, como eu, facilita muito viajar frequentemente. É muito prático visitar países diferentes por aqui, pela proximidade e preços acessíveis de voos, trens e ônibus. MAS… há um porém. Se você é um estrangeiro vivendo na Europa como eu, você provavelmente gasta a maior parte dos seus dias de férias indo para o seu país de origem. Sim, isso é ótimo, e inclusive necessário para a minha sanidade mental (de novo, prioridades!), e eu não faria diferente. Mas ir pra casa não conta exatamente como viajar de verdade para mim, porque eu cresci lá, e não é novidade.

Eu posso tirar 30 dias úteis de férias no trabalho por ano, sem contar fins de semana e feriados. Geralmente eu vou ao Brasil uma vez por ano, e gasto por volta de 20 dos meus dias úteis de férias lá. Isso significa que ⅔ das minhas férias se vão só com a ida ao Brasil. E quando eu eventualmente vou duas vezes no ano (como farei esse ano para ir a um casamento), sobra ainda menos tempo de férias para conhecer novos destinos – por volta de 5 dias por ano só!

Em suma: não se engane – pode parecer mais fácil para mim viajar para lugares novos porque eu moro na Europa, mas na realidade eu não tenho tanto tempo assim disponível para isso.

Então como eu lido com o problema de ter tão pouco tempo? Eu basicamente tento aproveitar ao máximo esse pouco que eu tenho.

“Eu não posso fazer [insira qualquer coisa aqui] porque não tenho tempo”.

Isso NÃO É VERDADE. Todo mundo tem tempo, mesmo que pouco. O que varia de pessoa para pessoa é o que ela decide fazer com o seu tempo. Você não deixa de fazer alguma coisa porque não tem tempo – você deixa de fazer porque você não está disposto a gastar o tempo que você tem fazendo aquilo. (Talvez porque não seja prioridade sua.)

Como dito antes, eu normalmente tenho apenas uns 5 a 10 dias por ano para viagens, dependendo se eu vou ao Brasil uma ou duas vezes no ano. Porém… a boa notícia é que esses são apenas dias úteis – ainda tem fins de semana e feriados que não entram na conta. Então eu tento aproveitar AO MÁXIMO os feriados e fins de semana prolongados que a Alemanha me oferece. E, acredite, eles não são nada frequentes – pelo menos comparado ao Brasil.

O que eu faço é: eu planejo com antecedência e acomodo diferentes viagens nos feriados que eu sei que vou ter durante o ano. O calendário é fixo e você pode obter essas informações com bastante antecedência, então use-as para sua vantagem. Você muito provavelmente não vai me encontrar em Berlim durante um feriadão (a não ser que algo excepcional esteja acontecendo na cidade). Pra mim, isso seria um certo desperdício. Não me interprete mal – eu AMO Berlim e ainda há muito que eu quero ver e fazer aqui, mas a minha lógica é: eu posso passear na cidade onde moro em qualquer fim de semana comum. Fins de semana prolongados? Esses são raros e preciosos, e devem ser usados com sabedoria.

Se você mora no Brasil ou na América do Norte ou na Austrália, por exemplo, não é tão fácil visitar outro país durante um feriadão. A distância é enorme, e os preços não ajudam. Vivendo na Europa, eu geralmente faço diversas viagens curtas ao longo do ano. Mas, se você não vive aqui, talvez possa fazer menos viagens por ano, mas por períodos de tempo mais longos. Ou ao invés de viagens para o exterior, você pode explorar o seu próprio país. Esses são apenas estilos diferentes de viajar, mas possíveis e prazerosos de qualquer forma. Além do mais, no Brasil existem tantos feriadões – às vezes 11 por ano! – então faça bom uso deles.

Problema #2: DINHEIRO

Esse ponto não é tão problemático assim contanto que você esteja disposto a fazer viagens de baixo orçamento. Voos em promoção, hotéis e pensões simples, ônibus, albergues, etc. No atual momento da minha vida, eu não me importo em ficar em um dormitório com banheiro compartilhado por algumas noites. Eu não me importo em comer fast-food eventualmente, ou em usar uma cozinha para fazer algo simples. Eu também não me importo de voar em aviões menos confortáveis dentro da Europa e de levar só uma mala de mão. Provavelmente no futuro eu vou querer mais conforto, de acordo com a minha idade e condição financeira, mas não agora. Porque eu sei que tudo isso significa economizar MUITO.

Como uma boa brasileira, eu gosto de me certificar de que estou pagando os melhores preços. Não é que eu seja ‘mão-de-vaca’ quando estou viajando – eu tenho prazer em pagar uma boa refeição ou uma experiência que eu acredite que valha a pena. Mas eu não gosto de gastar a mais em coisas que podem ser evitadas.

“Gaste dinheiro em experiências, não em coisas.”

A resposta final para tudo: PLANEJAMENTO

Eu ❤ planejar. Eu acredito firmemente que, planejando com antecedência, se consegue a melhor relação custo/benefício. E eu acho que sei porque eu amo tanto fazer planos. Eu sou uma pessoa muito ansiosa, e planejar me proporciona a sensação de que eu estou de alguma forma no controle da minha vida e do futuro. Claro, isso nem sempre é verdade, e só é possível planejar certas coisas. Mas, felizmente, uma viagem é uma dessas coisas que se pode planejar em grande parte.

Planejando com antecedência, você consegue acomodar uma ou mais viagens no pouco tempo livre que você tem por ano, além de economizar dinheiro. Pronto: uma solução para os nossos dois problemas.

Resumindo:

  • Defina quais são suas prioridades para o seu tempo livre. Descubra o que você mais ama fazer. (E experimente coisas novas. Essa é a única forma de realmente descobrir o que você gosta de fazer.)
  • Voce tem sim tempo livre – use-o com sabedoria (nas suas prioridades).
  • Se viajar é uma prioridade para o seu tempo de lazer, planeje com antecedência para otimizar tempo e dinheiro.

“Beleza, planejar uma viagem parece vantajoso e fácil na teoria, mas como você faz na prática?”

Veja a resposta no próximo post aqui:
Como eu planejo minhas viagens (com pouco tempo e dinheiro)