Viagem de fim de semana à Bulgária

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Catedral St. Alexander Nevsky em Sofia

Como vocês devem saber, eu tenho o hábito de procurar voos baratos para viagens saindo de Berlim, onde eu moro. Em uma dessas ‘caças ao tesouro’, eu encontrei voos não só super baratos, mas também nos horários perfeitos: ida sexta à noite e volta domingo à noite. Exatamente pro fim de semana. Uma raridade.

A viagem era à Bulgária, por 43 euros ida e volta com a Ryanair. Pra dar uma ideia do quão barato isso é: esse é o preço normalmente de uma viagem de trem na Alemanha (de ida e volta), que dure mais ou menos 2 horas cada trecho, caso você tenha o cartão que dá 50% de desconto, porque o valor normal é o dobro. Ou seja, voar por esse valor não é nada mau. Chamei um amigo querido que sempre topa essas minhas aventuras e compramos as passagens.

Duas colegas nossas que são da Bulgária haviam nos avisado que 1 dia é suficiente para ver a capital, Sofia, para onde voamos. E vários sites na internet com opiniões de viajantes sugeriam visitar também a segunda maior cidade da Bulgária, Plovdiv, que fica a 2 horas de Sofia. Então, foi o que fizemos: passamos o sábado em Plovdiv (bate-e-volta) e o domingo em Sofia.

A Bulgária foi o primeiro país que eu visitei cujo idioma tem outra escrita (eles usam o alfabeto cirílico). Além disso, quase ninguém fala inglês lá. Uma coisa que ajudou muito foi ter anotado como são os nomes das cidades que eu ia visitar no alfabeto deles, para conseguir reconhecer nas placas.

Foi uma leve aventura – mas eu quis visitar a Bulgária justamente por ser um país um pouco diferente dos que eu estava acostumada.


Sofia (София)

Do aeroporto para o centro de Sofia, é possível ir de ônibus ou metrô. Nós achamos mais fácil pegar o metrô, mas é bom saber que a estação fica no terminal 2, e as companhias aéreas de baixo custo (como a Ryanair) usam o terminal 3, que é um anexo à parte principal do aeroporto. Existe uma van que transporta passageiros entre os terminais 2 e 3 gratuitamente, mas ela não passa o tempo todo.

Em Sofia nós fizemos o free walking tour, que foi excelente, cobriu os principais pontos e nos contou muito sobre a história da Bulgária. O tour parte diariamente às 11h e 18h do Palácio de Justiça e tem duração de 2 horas.

PONTOS DE INTERESSE:
Catedral St. Alexander Nevsky (o principal cartão-postal da cidade), antigos banhos minerais de Sofia, Igreja Russa, Palácio Nacional de Cultura (NDK), Teatro Nacional Ivan Vazov (e parque ao redor), Palácio Real, Montanha Vitosha (uma enorme montanha bem próxima ao centro da cidade), Vitosha Boulevard: a rua principal, de pedestres, cheia de restaurantes e lojas (e turistas).

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Vitosha Boulevard e a montanha Vitosha ao fundo

Plovdiv (Пловдив)

COMO CHEGAR:
O melhor é ir de ônibus – a viagem dura 2 horas, e de trem demora 3 horas. A passagem custa 14 leva por trecho (7 euros) e pode ser comprada pouco antes da viagem na estação de ônibus, que fica bem ao lado da de trens. Geralmente os ônibus saem a cada hora cheia. Para garantir nosso lugar, nós compramos a passagem de volta assim que chegamos a Plovdiv. Ficamos na cidade de 11h às 18h, e foi suficiente. O ônibus é bem simples, mas cumpre a sua missão.

Você encontra o site da empresa de trens aqui (disponível também em inglês) e a de ônibus aqui (apenas em búlgaro! É aí que você compara as palavras pra achar a cidade que você quer, ou usa um tradutor online).

PONTOS DE INTERESSE:
Plovdiv é cheia de ruínas romanas espalhadas pela cidade. A mais impressionante de todas é o antigo Anfiteatro Romano – um enorme auditório construído na época a.C., e que até hoje ainda é usado como local de shows e eventos. Há também o Estádio Romano (debaixo da rua principal do centro) e o Fórum Romano.
Ande pela cidade antiga explorando as suas construções (como o Museu Etnográfico) e vistas para o centro. Perto das estações de trem e ônibus fica o Parque Tsar Simeon, onde um show do ‘chafariz mágico’ ocorre à noite.

Em Plovdiv também há um free walking tour que começa às 11 horas diariamente em frente à prefeitura, na rua principal.

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Antigo Anfiteatro Romano em Plovdiv

A Bulgária pode não ser um dos primeiros destinos que vêm à cabeça quando se pensa em Europa, mas com certeza vale a visita. A maioria das ruas e construções tem um aspecto bem simples e modesto, mas há vários pontos de interesse para turistas. É um país onde se gasta pouco, e é possível conhecer as duas maiores cidades em um fim de semana.

Para mais fotos da Bulgária, clique aqui.

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A Bastei e o Parque Nacional da Suíça Saxônica

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A ponte Bastei e a montanha Lilienstein ao fundo

A Suíça Saxônica (em alemão, Sächsische Schweiz) é uma região e parque nacional a 43 km a sudeste de Dresden. O nome foi dado porque a paisagem cheia de montanhas pode lembrar a Suíça – mas na verdade fica no leste da Alemanha, quase na fronteira com a República Tcheca.

A atração mais popular do parque nacional é a Bastei – uma formação rochosa de montanhas de arenito formada no período Cretáceo (há 100 milhões de anos). Ali fica a famosa ponte da Bastei (Basteibrücke), a 194 metros acima do rio Elbe. Há alguns mirantes na Bastei que permitem uma bela vista para a ponte e as montanhas ao redor.

Em uma das entradas da ponte fica o Felsenburg Neurathen – as ruínas de um antigo castelo rochoso. O ingresso custa apenas 2 euros. O local funciona como um museu a céu aberto, com um lindo visual para os arredores em pontes suspensas.

O acesso à Bastei é fácil e não é preciso fazer trilhas para chegar lá – apenas subir escadas, para quem não vai de carro. Mas quem quer fazer trilhas tem várias opções pelo parque nacional. Além da Bastei, outro ponto de interesse popular da região é a fortaleza de Königstein. Nós preferimos visitar a pequena cidade de Pirna na beira do rio.

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Entrada do Felsenburg Neurathen

Quanto tempo ficar:
Um dia foi suficiente para visitarmos a Bastei e Pirna. Querendo ver outros pontos ou fazer trilhas, adicione mais dias.

Como chegar:

De carro: dirija em direção ao Bastei Berghotel, onde fica a entrada para a Bastei. Como somente hóspedes podem parar os carros no estacionamento do hotel, deixe seu carro no estacionamento do parque nacional, a 3 km, antes de chegar no hotel. De lá, sai um ônibus para a entrada da Bastei (e do Berghotel) por 2 euros ida e volta.

De trem: pegue o S1 em Dresden sentido Bad Schandau (dura 30 minutos), desça em Kurort Rathen e pegue uma barca para atravessar o rio. De lá, suba pelas escadas até chegar até a Bastei.

Nós fomos de carro e o acesso foi bem fácil (alugamos um carro em Dresden por 22 euros por dia). Mas vimos bastante gente subindo a pé até a Bastei. Parece ser cansativo, mas é viável. As escadas são largas e relativamente novas.

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Entrada da ponte Bastei
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Vista para o rio Elbe 

A Suíça Saxônica é uma área onde se pode caminhar pela natureza e admirar o visual de formações rochosas impressionantes. Dresden fica a 2h30 de Berlim, e há ônibus bem baratos fazendo esse percurso. Então, é uma opção super viável para uma viagem de fim de semana a partir de Berlim – ou um bate-e-volta saindo de Dresden ou Leipzig.

Quatro anos na Europa… Mas quanto tempo são 4 anos?

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Eu gosto de simbolismos. Outro dia eu estava olhando pra minha borracha (sim, a borracha que eu uso para apagar quando escrevo a lápis), e pensei: ‘nossa, como a minha borracha está velhinha e minúscula!’. Quase não dá mais pra segurá-la na hora de apagar. E aí eu me lembrei que eu comprei essa exata borracha logo antes de me mudar pra Europa. Eu devo ter pensado ‘estou indo fazer um mestrado fora, preciso de uma borracha decente’. Quatro anos mais tarde, ela continua sendo minha fiel companheira apagadora.

Se você sempre se perguntou como uma borracha fica depois de 4 anos de uso, é mais ou menos assim:

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Minha borracha: antes (meramente ilustrativo) e depois (real)

Além de simbolismos, eu também gosto de retrospectivas e de comparações. Elas me ajudam a observar e avaliar o decorrer das coisas de uma perspectiva mais ampla. Me mudar pra Europa foi um grande marco de ‘antes e depois’ na minha vida. E a borracha comprada justamente nesse marco me possibilitou (totalmente sem querer) observar como um objeto mudou desde que eu vim parar aqui.

Há 4 anos, eu:
a) saí da casa dos meus pais
b) fui morar sozinha (e pagar todas as minhas contas)
c) me mudei pra Europa
d) me formei na faculdade e comecei o mestrado

Tudo ao mesmo tempo. Às vezes a gente começa a se bancar sozinho mas continua morando com os pais; ou sai de casa mas fica na mesma cidade; ou vai até pra outro país mas pra morar com outra pessoa. Eu, pelo que parece, fui logo batendo todas essas metas de uma só vez.

Hoje o blog faz 1 ano. Eu decidi começá-lo quando percebi que já ia fazer 3 anos que eu estava morando na Europa e tinha muita coisa pra contar. E agora, mais um ano pra conta. Quatro no total.

Mas quanto tempo são quatro anos?

Bem, quatro anos é o tempo que leva pra consumir uma borracha nova quase por inteiro.

É a duração de uma faculdade, ou de um doutorado (no Brasil). É o tempo entre duas Olimpíadas, Copas do Mundo, eleições presidenciais, anos bissextos. Quando eu cheguei à Europa, os jogos olímpicos de Londres 2012 estavam acabando, e agora o mesmo está acontecendo com os do Rio 2016. A partir de agora, eu não vou mais assistir a nenhum dos grandes eventos mundiais regulares pela primeira vez desde que vim pra Europa – todos eles vão passar a ser repetidos. É assim que você se dá conta de que quatro anos é bastante coisa.

Mas ao mesmo tempo, quatro anos não é nada. Passa muito rápido.

Eu não sei o que o futuro me reserva, não sei quantos aniversários mais ainda farei na Europa… Só sei que aprendi MUITO nesses últimos 4 anos, e sou extremamente grata por tudo o que vivi aqui até agora.

E quanto à minha borracha, ela continua funcionando e é usada diariamente.

Roteiro de viagem para Malta

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Valetta vista de Sliema

Como dito no post anterior, Malta foi uma viagem especial. E como o meu planejamento de viagens geralmente é proporcional à minha ansiedade, dá pra imaginar que eu me preparei bastante pra essa visita. Juntando tudo o que eu aprendi pesquisando e visitando esse destino, eu montei um itinerário eficiente com os melhores pontos de interesse em Malta.

O roteiro é ideal para 6 dias – mas, se a sua estada for mais curta do que isso, é só priorizar os lugares que você mais quer visitar.


  • Dia 1: Valetta + Sliema + St. Julian’s + Paceville

Valetta
A capital de Malta – a menor capital na União Europeia.
Upper & Lower Barrakka Gardens: jardins com vista para o porto e as Três Cidades do outro lado. No Upper Barrakka Garden, um canhão é disparado como uma saudação diariamente ao meio-dia e às 16h.
Co-Catedral de St. John
Republic Street: rua principal de comércio
Explorar as ruas laterais e desertas da cidade

Sliema
Calçada ao longo da costa com vistas lindas para Valetta, diversos restaurantes e locais para mergulhar no mar, se estendendo até St. Julian’s

St. Julian’s
Uma grande escultura da palavra ‘love’ na entrada
Vários restaurantes e bares
St. George’s Bay (praia): de fácil acesso, portanto geralmente cheia de turistas
Paceville: a região das boates noturnas

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Blue Lagoon
  • Dia 2: Blue Lagoon + Millieha ou Golden Bay

Blue Lagoon
Provavelmente o local mais imperdível de Malta!
Essa piscina natural de água transparente fica na ilha de Comino. Como chegar: dirigir ou pegar um ônibus até Cirkewwa, e de lá pegar um barco até a Blue Lagoon. Todos os barcos fazem um pequeno passeio no caminho de volta, mostrando as cavernas do local. O mais recomendável é ir de manhã, quando há menos gente.
Chegando lá, você pode alugar uma cadeira e guarda-sol para ficar na pequena faixa de areia, ou simplesmente se sentar na rocha. Nós preferimos a segunda opção, porque (a) era de graça; (b) mesmo assim era fácil entrar na água; e (c) nós ainda tínhamos uma ótima vista pra Blue Lagoon de cima.

Se metade de um dia na Blue Lagoon for suficiente para você (para nós foi), você ainda pode ir relaxar em alguma outra praia na ilha principal de Malta pelo restante do dia. Mas claro que, comparadas à Blue Lagoon, elas não são tão impressionantes.
Algumas opções próximas ao local de desembarque em Malta são a Milleha Bay ou a Golden Bay. Na Golden Bay, existem 3 praias próximas uma da outra à escolha: Golden Bay propriamente dita (de mais fácil acesso e mais cheia), Gnejna e Ghajn Tuffieha (um pouco mais escondidas e menos povoadas).

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Azure Window, Gozo
  • Dia 3: Gozo

A ilha vizinha merece um dia inteiro de visita.
Como chegar: pegar uma barca que sai de Cirkewwa. A viagem dura em torno de 25 minutos e a passagem não é comprada na ida – você só paga na volta. (Mais informações e preços aqui).
Embarque com o seu carro se tiver um. Se estiver usando o transporte público, talvez valha a pena usar um dos ônibus hop-on hop-off para conhecer os pontos de interesse da ilha.

Citadella: fica na capital de Gozo – Rabat, ou Victoria (muitas cidades em Malta tem dois nomes). Uma fortaleza medieval, com uma catedral e vista para os arredores.
Azure Window e Fungus Rock na Dwejra Bay: o famoso e imponente arco rochoso, onde a série Game of Thrones filmou a cena do casamento da Daenerys com o Khal Drogo. Como a rocha ainda está em erosão, dizem que em algumas décadas o arco vai deixar de existir.
Santuário Ta’ Pinu: uma grande igreja, onde vários fiéis deixaram mensagens de agradecimento por terem sido curados de suas doenças.
Ramla Bay: uma praia aconchegante com areia avermelhada. O mirante Calypso Cave tem uma vista linda para a Ramla Bay.
Xlendi Bay: outra praia, com vários restaurantes em volta (inclusive uma sorveteria ótima). Ideal para uma parada pra comer.
Ggantija Temples: os templos megalíticos de Gozo. Se você já planeja visitar os outros templos na ilha de Malta, esse talvez seja dispensável.

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Marsaxlokk
  • Dia 4: As Três Cidades + Marsaxlokk + St. Peter’s Pool

As Três Cidades
Birgu (ou Vittoriosa), Bormla (ou Cospicua) e Isla (ou Senglea) – (lembra que em Malta várias cidades tem dois nomes diferentes?)
Pegar um barco de Valetta para a entrada das cidades (só esse cruzamento já é um passeio agradável) e explorar as suas ruas e a vista à beira-mar. Se o tempo estiver curto: Vittoriosa é considerada a mais bonita.

Marsaxlokk
Uma vila de pescadores muito simpática, com dezenas de barquinhos coloridos parados na baía. Aos domingos, há uma feira de peixes.

St. Peter’s Pool
Uma grande piscina natural, fantástica para nadar e pular na água. Fica bem perto de Marsaxlokk, mas a subida a pé deve demorar em torno de 1 hora. Por isso, o ideal é ir de carro ou táxi.

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Entrada de Mdina (ou será de King’s Landing?)

Mosta
Rotunda de Mosta: a terceira maior igreja da Europa, com uma grande cúpula. Durante a segunda guerra, uma bomba de 50 kg caiu ali dentro, mas não explodiu – o que foi visto como um milagre.

Mdina
Conhecida como a ‘cidade silenciosa’, é uma cidade medieval murada. A entrada de Mdina apareceu em Game of Thrones como a entrada de King’s Landing.
Fontanella Tea Gardens: uma casa de chá com um famoso bolo de chocolate e vista para os arredores (inclusive para a Rotunda de Mosta).

Rabat
Uma cidade charmosa em frente a Mdina.
Vila Romana
Igreja de St. Paul
Convento de St. Dominic (também foi local de filmagem de Game of Thrones)

Dingli Cliffs (penhascos de Dingli)
O ponto mais alto de Malta (253 metros) e considerado o melhor local da ilha para assistir ao pôr-do-sol.

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Blue Grotto visto de cima
  • Dia 6: Blue Grotto + Hagar Qim & Mnajdra

Blue Grotto
Passeio de barco por algumas grutas e cavernas, incluindo a Gruta Azul, com águas azul-piscina. O ideal é ir de manhã para ver o azul do mar no seu tom mais impressionante. O passeio é lindo, mas achamos bem curto (uns 20 minutos) e sentimos que o condutor do barco, apesar de simpático, passou bastante apressado pelas paradas (talvez por haver uma fila de barcos atrás dele).
Também é possível ver a Gruta Azul de cima, de um mirante ao lado de um ponto de ônibus com o nome de Panorama.

Hagar Qim & Mnajdra
Perto do Blue Grotto ficam os templos megalíticos de Hagar Qim e Mnajdra, que estão entre os monumentos mais antigos do mundo (em torno de 3000 a.C.). O ingresso permite a visita aos dois templos, que são próximos um do outro.


Para mais fotos de Malta, clique aqui.

E essa foi a primeira viagem onde eu não só tirei fotos, mas também filmei! (eu disse que Malta foi especial…). A maioria dos lugares mencionados no roteiro são mostrados nesse vídeo. Assista aqui!  🙂

Viajando para Malta: informações gerais

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Olha que eu já viajei um bocado, mas essa viagem a Malta no final de junho foi uma das minhas mais aguardadas e ansiadas até agora. Eu pesquisei muito sobre esse destino antes de ir, e tive a oportunidade de conhecer o país com um grupo de 4 amigos que incluía um maltês, além de me hospedar com uma senhora maltesa (minha primeira vez em Airbnb). Por isso, tive o privilégio de mergulhar na cultura local e vivenciar experiências além dos guias turísticos.

Malta é um dos menores países da Europa (e do mundo), com 316 km2 e pouco mais de 400 mil habitantes. Trate-se de um arquipélago no meio do Mar Mediterrâneo, entre a Itália e o norte da África. A ilha maior e principal é chamada de Malta; a ilha vizinha é Gozo; e a minúscula ilha entre as duas – pequena demais para ser habitada – é Comino.

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Existem voos de diversos países da Europa para o aeroporto internacional de Malta (MLA), inclusive da companhia aérea econômica Ryanair. Quase todos os habitantes locais falam inglês (os idiomas oficiais são maltês e inglês), e a moeda é o euro – o que facilita muito pros turistas.

O que esperar de Malta
Malta é um destino tanto para aproveitar praias, quanto para fazer passeios históricos. Por todo o lado se veem construções de pedra, de cor bege, típicas do Mediterrâneo e do Oriente Médio. Há diversas praias paradisíacas e de água límpida. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, não é um país muito verde, especialmente no verão – a paisagem é árida e seca, com cactos e areia batida, quase lembrando um deserto. Algumas poucas regiões são mais chiques, mas em geral a atmosfera é bem simples e casual. A vida noturna se concentra em Paceville, uma área em St. Julian’s, frequentada na maior parte por pessoas bem jovens (~15-20 anos) e/ou turistas. O trânsito às vezes é lento, por não haver muitas opções de caminhos entre um lugar e outro. Apesar de ser um país com uma das maiores densidades populacionais do mundo, não é comum ver muita gente na rua em algumas cidades. Aliás, são cidades na prática, mas com tamanho de bairros. O povo é extremamente amigável e acolhedor, e muitas vezes eu me senti como se estivesse no Brasil.

Quando ir
Malta tem temperaturas amenas e é, em geral, ensolarada durante o ano inteiro, mas entre outubro e maio talvez não esteja quente o suficiente para aproveitar as praias. Por isso, o ideal seria visitar entre junho e setembro. Julho e agosto são sempre meses mais cheios, por ser alta temporada. Nós fomos no final de junho e já estava bastante quente (mais de 30°C durante o dia e uns 25°C à noite).

Como se locomover em Malta
Você deve decidir entre alugar um carro ou usar o transporte público.
Ter um carro à disposição é sem dúvida mais vantajoso, pela liberdade e conveniência. Mas tenha em mente que Malta usa a mão inglesa, por ter sido colônia britânica. O motorista se senta à direita no carro e dirige pela esquerda. Se isso não for problema, alugar um carro é o mais recomendável, pois você vai conseguir visitar mais lugares no tempo que tiver.
Mas também é possível conhecer Malta usando somente transporte público, e às vezes táxi. O problema é que alguns ônibus não passam muito frequentemente, e para muitos trajetos você precisa trocar de ônibus e esperar o seguinte, mesmo não sendo o caminho mais direto pro seu destino. Então a viagem certamente demora mais do que de carro, e é preciso mais planejamento com os horários, mas você também chegará ao seu destino.
Cada passagem pode ser usada por até 2 horas e custa 2 euros no verão ou 1,50 euros no inverno durante o dia, e 3 euros à noite. Se você for ficar por volta de 5 dias ou mais, provavelmente vale mais a pena comprar o cartão Tallinja Card ‘Explore’, de 21 euros e com passagens ilimitadas por 7 dias. Mais informações no site oficial do transporte público de Malta.

Quanto tempo ficar
Eu sou o tipo de turista que não gosta de perder tempo, e a minha sugestão é ficar pelo menos 5 dias inteiros lá. Nós vimos tudo o que queríamos em 6 dias inteiros, mais uma noite da chegada e uma manhã de partida (portanto, 7 noites). Mas isso porque nós fomos mimados pelo nosso amigo maltês, que nos levou para a maioria dos passeios de carro. Portanto, se você tiver um carro: 7 noites ou 6 dias inteiros é o suficiente para ver todos os pontos de interesse em Malta. Se for usar o transporte público, é necessário adicionar mais uns 2 dias à estadia – ou então deixar alguns destinos para uma outra oportunidade.

Onde se hospedar
As cidades com as melhores localizações para turistas são: St. Julian’s, Sliema e Valetta. Se você for contar com o transporte público para se locomover, eu recomendaria se hospedar em Valetta, pois para muitos trechos você precisa fazer baldeação lá de qualquer forma.


O segundo semestre de 2016 está apenas começando mas eu já acho que Malta foi a minha viagem favorita do ano! Altamente recomendado! 🙂

Veja aqui o itinerário completo sobre o que ver e fazer em Malta!

Principais pontos turísticos do Rio de Janeiro

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Rio de Janeiro: também conhecido como Cidade Maravilhosa – a minha cidade amada onde eu nasci e cresci. ❤

O Rio oferece milhares de possibilidades interessantes para turistas. Aqui eu montei uma lista com as minhas recomendações principais, ou o que você não pode deixar de ver e fazer na sua primeira visita. Essas dicas podem servir como base para um roteiro, dependendo do tempo disponível e interesses dos visitantes.


O QUE VER/FAZER NO RIO:

Praias
Existem várias, incluindo: Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra. (Eu diria que as mais famosas são Copacabana e Ipanema.)

Corcovado e Cristo Redentor
A estátua do Cristo fica no morro chamado Corcovado. Dá pra chegar de trenzinho ou de van, saindo de vários pontos da cidade. Informações aqui.

Pão de Açúcar
Informações sobre o passeio de bondinho aqui.
De lá, dá pra passear pela Praia Vermelha, Pista Claudio Coutinho e Urca.

Pedra do Arpoador
Uma enorme rocha que separa as praias de Copacabana e Ipanema. O programa clássico é assistir ao pôr-do-sol de lá (e aplaudir no final!).
Perto dali fica o Forte de Copacabana, que pode ser visitado. Lá tem uma filial da Confeitaria Colombo, onde muita gente gosta de ir. E ao lado do Forte, ainda no calçadão de Copa, fica a estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade.

Mirante do Leblon
Ao lado do posto 12, com vista para a praia do Leblon.

Mirante Dona Marta
Para mim, essa é de longe a melhor vista do Rio de Janeiro. Fica logo abaixo da entrada pro Cristo, então a vista dos dois é parecida – só que do Mirante Dona Marta você também consegue ver o Cristo, e não tem centenas de turistas ao seu redor. Um lugar incrível pra fotos, e de graça!

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Vista do Mirante Dona Marta

Santa Teresa
Um bairro residencial e boêmio, amado pelos estrangeiros e considerado um dos mais charmosos do Rio. Como fica numa parte alta da cidade, tem uma linda vista, tanto para o centro da cidade como para a zona sul.
Pontos de interesse: Largo dos Guimarães, Curvelo, Chácara do Céu, Parque das Ruínas, e o famoso bondinho amarelo passando pelo bairro.
Recomendações: Bar do Arnaudo (comida nordestina) e Bar do Gomes (nome oficial: Armazém São Thiago).
Uma sugestão é passear por Santa Teresa e, de lá, descer pra Lapa.

Lapa
Pontos de interesse: Arcos da Lapa (o antigo aqueduto) e a catedral com formato de cone ao fundo; Escadaria Selarón.
À noite: algumas das casas noturnas (com música ao vivo) mais procuradas são Clube dos Democráticos, Rio Scenarium e Lapa 40 Graus.

Centro da cidade
Pontos de interesse: Teatro Municipal, Museu do Amanhã e Museu de Arte do Rio (MAR) na Praça Mauá, Boulevard Olímpico, AquaRio, Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), roda de samba no Arco do Teles.

Lagoa Rodrigo de Freitas
Depois de um passeio pela lagoa, também pode-se visitar o Jardim Botânico do Rio, e o Parque Lage.

Floresta da Tijuca
A maior floresta urbana do mundo.
Pontos de interesse: trilhas, locais para picnic, cachoeiras. Perto dali: Mesa do Imperador, Vista Chinesa.

Pular de asa-delta ou parapente
Quem tiver interesse em se aventurar e pular da Pedra Bonita com um instrutor, pode procurar a Escola São Conrado de Voo Livre. É uma experiência fantástica!

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Voando de asa-delta no Rio

Fazer uma trilha (e curtir a vista)
Relativamente fácil: Dois Irmãos, Pedra Bonita
Difícil: Pedra da Gávea

Cachoeiras
Existem várias na Floresta da Tijuca e no bairro do Horto.

Feira de São Cristóvão (Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas)
Um enorme espaço com restaurantes, bares, lojinhas e música ao vivo, dedicado à cultura do nordeste do Brasil. Informações aqui.

Maracanã
O maior estádio de futebol do Rio, palco de jogos da Copa do Mundo e Olimpíadas, pode ser visitado durante um jogo, ou em um tour (ou mesmo só visto por fora).

Sambódromo
Durante o carnaval, vale a pena assistir a um desfile das escolas de samba. Fora de época, também pode ser visto por fora ao passar por perto de carro.

Barzinhos / botecos
Quem quiser fazer como os cariocas e ir tomar umas várias cervejinhas de uma forma bem casual e despretensiosa, de pé no meio da rua mesmo, tem várias opções, como: Baixo Gávea, Praça São Salvador, Urca, Lapa, Santa Teresa, Baixo Botafogo (final da Rua Voluntários da Pátria).


QUANTO TEMPO FICAR:
Pelo menos uma semana pra ver os principais pontos da cidade. Esse tempo deve ser prolongado caso queira visitar outros destinos no estado do Rio.

ONDE SE HOSPEDAR:
Para quem quiser ficar em um albergue de primeira, super bem localizado (do lado do metrô de Botafogo), com gente simpática e animada, eu recomendo o Rio Soul Hostel.
Já quem estiver procurando uma experiência mais caseira, em uma hospedagem estilo Airbnb, ou Bed & Breakfast: a Casa Dois Irmãos é super espaçosa, estilosa e oferece uma vista inacreditável da cidade, além da calorosa recepção dos irmãos Kris e Jo.


Havendo alguma dúvida, fique à vontade para perguntar nos comentários.
Boa viagem e aproveite o Rio!! 🙂

Festivais da Alemanha: Baumblütenfest

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O Baumblütenfest (festival das árvores em flor) é um festival que ocorre anualmente na pequena cidade de Werder (Havel), ao lado de Potsdam, a 45 minutos de Berlim. Esse nome foi dado porque ele acontece no início da primavera, mas não condiz muito com o festival. Devia se chamar ‘festival do vinho doce’, ou algo parecido. 😛

Nesse festival, gratuito e ao ar livre, as pessoas que vivem em Werder vendem seu próprio vinho caseiro, um vinho bastante doce e licoroso, logo em frente às suas casas. Então você vai andando pelas ruazinhas da cidade e vai parando em frente às casas, experimentando e comprando os vinhos caseiros. Há inúmeros sabores, geralmente frutas silvestres: morango, ameixa, amora, framboesa, entre muitos outros. O preço em geral é de 2 euros por copo e 7-9 euros por garrafa.

A cidade fica tomada por gente jovem, animada e alegre por causa do vinho. É proibido andar por lá com garrafas de vidro, por questões de segurança, então cerveja só em locais específicos. O vinho é super doce, o que disfarça muito a quantidade de álcool. E como a combinação ‘álcool + pessoas’ pode vir a causar problemas, há policiais a postos espalhados por toda a cidade.

A cidade também fica cheia de barraquinhas vendendo comida de rua, alguns palcos espalhados tocando música ao vivo, e até um parque de diversões com roda gigante e outros brinquedos. E subindo uma rua a partir da praça principal chega-se ao topo de um morro onde fica uma grande área ao ar livre, com um palco, um Biergarten, e uma bela vista dos arredores.

Eu já fui a esse festival em 2 anos seguidos e pretendo continuar indo. O mais legal de lá é que todo mundo fica alegre e descontraído (claro que a bebida ajuda, hehe). É uma vibe muito divertida e animada (coisa que nem sempre a gente vê na Alemanha). Uma ótima opção pra quem não tem aversão a ‘muvuca’ e quer curtir o início do clima quentinho e ensolarado ao ar livre.

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Diversos sabores de vinho no Baumblütenfest

Quando: o Baumblütenfest tem duração de uma semana, incluindo os 2 finais de semana antes e depois, sempre no final de abril / início de maio. Em 2016, vai de 30 de abril a 8 de maio.
Como chegar: pegando um trem regional RE1 de Berlim e saltando na estação ‘Werder (Havel)’. Custo da passagem ABC (cada trecho): 3,30 euros. Em Berlim, o trem sai das principais estações, como Hauptbahnhof, Friedrichstr., Zoologischer Garten e Charlottenburg.