Roteiro de viagem para Malta

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Valetta vista de Sliema

Como dito no post anterior, Malta foi uma viagem especial. E como o meu planejamento de viagens geralmente é proporcional à minha ansiedade, dá pra imaginar que eu me preparei bastante pra essa visita. Juntando tudo o que eu aprendi pesquisando e visitando esse destino, eu montei um itinerário eficiente com os melhores pontos de interesse em Malta.

O roteiro é ideal para 6 dias – mas, se a sua estada for mais curta do que isso, é só priorizar os lugares que você mais quer visitar.


  • Dia 1: Valetta + Sliema + St. Julian’s + Paceville

Valetta
A capital de Malta – a menor capital na União Europeia.
Upper & Lower Barrakka Gardens: jardins com vista para o porto e as Três Cidades do outro lado. No Upper Barrakka Garden, um canhão é disparado como uma saudação diariamente ao meio-dia e às 16h.
Co-Catedral de St. John
Republic Street: rua principal de comércio
Explorar as ruas laterais e desertas da cidade

Sliema
Calçada ao longo da costa com vistas lindas para Valetta, diversos restaurantes e locais para mergulhar no mar, se estendendo até St. Julian’s

St. Julian’s
Uma grande escultura da palavra ‘love’ na entrada
Vários restaurantes e bares
St. George’s Bay (praia): de fácil acesso, portanto geralmente cheia de turistas
Paceville: a região das boates noturnas

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Blue Lagoon
  • Dia 2: Blue Lagoon + Millieha ou Golden Bay

Blue Lagoon
Provavelmente o local mais imperdível de Malta!
Essa piscina natural de água transparente fica na ilha de Comino. Como chegar: dirigir ou pegar um ônibus até Cirkewwa, e de lá pegar um barco até a Blue Lagoon. Todos os barcos fazem um pequeno passeio no caminho de volta, mostrando as cavernas do local. O mais recomendável é ir de manhã, quando há menos gente.
Chegando lá, você pode alugar uma cadeira e guarda-sol para ficar na pequena faixa de areia, ou simplesmente se sentar na rocha. Nós preferimos a segunda opção, porque (a) era de graça; (b) mesmo assim era fácil entrar na água; e (c) nós ainda tínhamos uma ótima vista pra Blue Lagoon de cima.

Se metade de um dia na Blue Lagoon for suficiente para você (para nós foi), você ainda pode ir relaxar em alguma outra praia na ilha principal de Malta pelo restante do dia. Mas claro que, comparadas à Blue Lagoon, elas não são tão impressionantes.
Algumas opções próximas ao local de desembarque em Malta são a Milleha Bay ou a Golden Bay. Na Golden Bay, existem 3 praias próximas uma da outra à escolha: Golden Bay propriamente dita (de mais fácil acesso e mais cheia), Gnejna e Ghajn Tuffieha (um pouco mais escondidas e menos povoadas).

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Azure Window, Gozo
  • Dia 3: Gozo

A ilha vizinha merece um dia inteiro de visita.
Como chegar: pegar uma barca que sai de Cirkewwa. A viagem dura em torno de 25 minutos e a passagem não é comprada na ida – você só paga na volta. (Mais informações e preços aqui).
Embarque com o seu carro se tiver um. Se estiver usando o transporte público, talvez valha a pena usar um dos ônibus hop-on hop-off para conhecer os pontos de interesse da ilha.

Citadella: fica na capital de Gozo – Rabat, ou Victoria (muitas cidades em Malta tem dois nomes). Uma fortaleza medieval, com uma catedral e vista para os arredores.
Azure Window e Fungus Rock na Dwejra Bay: o famoso e imponente arco rochoso, onde a série Game of Thrones filmou a cena do casamento da Daenerys com o Khal Drogo. Como a rocha ainda está em erosão, dizem que em algumas décadas o arco vai deixar de existir.
Santuário Ta’ Pinu: uma grande igreja, onde vários fiéis deixaram mensagens de agradecimento por terem sido curados de suas doenças.
Ramla Bay: uma praia aconchegante com areia avermelhada. O mirante Calypso Cave tem uma vista linda para a Ramla Bay.
Xlendi Bay: outra praia, com vários restaurantes em volta (inclusive uma sorveteria ótima). Ideal para uma parada pra comer.
Ggantija Temples: os templos megalíticos de Gozo. Se você já planeja visitar os outros templos na ilha de Malta, esse talvez seja dispensável.

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Marsaxlokk
  • Dia 4: As Três Cidades + Marsaxlokk + St. Peter’s Pool

As Três Cidades
Birgu (ou Vittoriosa), Bormla (ou Cospicua) e Isla (ou Senglea) – (lembra que em Malta várias cidades tem dois nomes diferentes?)
Pegar um barco de Valetta para a entrada das cidades (só esse cruzamento já é um passeio agradável) e explorar as suas ruas e a vista à beira-mar. Se o tempo estiver curto: Vittoriosa é considerada a mais bonita.

Marsaxlokk
Uma vila de pescadores muito simpática, com dezenas de barquinhos coloridos parados na baía. Aos domingos, há uma feira de peixes.

St. Peter’s Pool
Uma grande piscina natural, fantástica para nadar e pular na água. Fica bem perto de Marsaxlokk, mas a subida a pé deve demorar em torno de 1 hora. Por isso, o ideal é ir de carro ou táxi.

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Entrada de Mdina (ou será de King’s Landing?)

Mosta
Rotunda de Mosta: a terceira maior igreja da Europa, com uma grande cúpula. Durante a segunda guerra, uma bomba de 50 kg caiu ali dentro, mas não explodiu – o que foi visto como um milagre.

Mdina
Conhecida como a ‘cidade silenciosa’, é uma cidade medieval murada. A entrada de Mdina apareceu em Game of Thrones como a entrada de King’s Landing.
Fontanella Tea Gardens: uma casa de chá com um famoso bolo de chocolate e vista para os arredores (inclusive para a Rotunda de Mosta).

Rabat
Uma cidade charmosa em frente a Mdina.
Vila Romana
Igreja de St. Paul
Convento de St. Dominic (também foi local de filmagem de Game of Thrones)

Dingli Cliffs (penhascos de Dingli)
O ponto mais alto de Malta (253 metros) e considerado o melhor local da ilha para assistir ao pôr-do-sol.

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Blue Grotto visto de cima
  • Dia 6: Blue Grotto + Hagar Qim & Mnajdra

Blue Grotto
Passeio de barco por algumas grutas e cavernas, incluindo a Gruta Azul, com águas azul-piscina. O ideal é ir de manhã para ver o azul do mar no seu tom mais impressionante. O passeio é lindo, mas achamos bem curto (uns 20 minutos) e sentimos que o condutor do barco, apesar de simpático, passou bastante apressado pelas paradas (talvez por haver uma fila de barcos atrás dele).
Também é possível ver a Gruta Azul de cima, de um mirante ao lado de um ponto de ônibus com o nome de Panorama.

Hagar Qim & Mnajdra
Perto do Blue Grotto ficam os templos megalíticos de Hagar Qim e Mnajdra, que estão entre os monumentos mais antigos do mundo (em torno de 3000 a.C.). O ingresso permite a visita aos dois templos, que são próximos um do outro.


Para mais fotos de Malta, clique aqui.

E essa foi a primeira viagem onde eu não só tirei fotos, mas também filmei! (eu disse que Malta foi especial…). A maioria dos lugares mencionados no roteiro são mostrados nesse vídeo. Assista aqui!  🙂

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Viajando para Malta: informações gerais

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Olha que eu já viajei um bocado, mas essa viagem a Malta no final de junho foi uma das minhas mais aguardadas e ansiadas até agora. Eu pesquisei muito sobre esse destino antes de ir, e tive a oportunidade de conhecer o país com um grupo de 4 amigos que incluía um maltês, além de me hospedar com uma senhora maltesa (minha primeira vez em Airbnb). Por isso, tive o privilégio de mergulhar na cultura local e vivenciar experiências além dos guias turísticos.

Malta é um dos menores países da Europa (e do mundo), com 316 km2 e pouco mais de 400 mil habitantes. Trate-se de um arquipélago no meio do Mar Mediterrâneo, entre a Itália e o norte da África. A ilha maior e principal é chamada de Malta; a ilha vizinha é Gozo; e a minúscula ilha entre as duas – pequena demais para ser habitada – é Comino.

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Existem voos de diversos países da Europa para o aeroporto internacional de Malta (MLA), inclusive da companhia aérea econômica Ryanair. Quase todos os habitantes locais falam inglês (os idiomas oficiais são maltês e inglês), e a moeda é o euro – o que facilita muito pros turistas.

O que esperar de Malta
Malta é um destino tanto para aproveitar praias, quanto para fazer passeios históricos. Por todo o lado se veem construções de pedra, de cor bege, típicas do Mediterrâneo e do Oriente Médio. Há diversas praias paradisíacas e de água límpida. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, não é um país muito verde, especialmente no verão – a paisagem é árida e seca, com cactos e areia batida, quase lembrando um deserto. Algumas poucas regiões são mais chiques, mas em geral a atmosfera é bem simples e casual. A vida noturna se concentra em Paceville, uma área em St. Julian’s, frequentada na maior parte por pessoas bem jovens (~15-20 anos) e/ou turistas. O trânsito às vezes é lento, por não haver muitas opções de caminhos entre um lugar e outro. Apesar de ser um país com uma das maiores densidades populacionais do mundo, não é comum ver muita gente na rua em algumas cidades. Aliás, são cidades na prática, mas com tamanho de bairros. O povo é extremamente amigável e acolhedor, e muitas vezes eu me senti como se estivesse no Brasil.

Quando ir
Malta tem temperaturas amenas e é, em geral, ensolarada durante o ano inteiro, mas entre outubro e maio talvez não esteja quente o suficiente para aproveitar as praias. Por isso, o ideal seria visitar entre junho e setembro. Julho e agosto são sempre meses mais cheios, por ser alta temporada. Nós fomos no final de junho e já estava bastante quente (mais de 30°C durante o dia e uns 25°C à noite).

Como se locomover em Malta
Você deve decidir entre alugar um carro ou usar o transporte público.
Ter um carro à disposição é sem dúvida mais vantajoso, pela liberdade e conveniência. Mas tenha em mente que Malta usa a mão inglesa, por ter sido colônia britânica. O motorista se senta à direita no carro e dirige pela esquerda. Se isso não for problema, alugar um carro é o mais recomendável, pois você vai conseguir visitar mais lugares no tempo que tiver.
Mas também é possível conhecer Malta usando somente transporte público, e às vezes táxi. O problema é que alguns ônibus não passam muito frequentemente, e para muitos trajetos você precisa trocar de ônibus e esperar o seguinte, mesmo não sendo o caminho mais direto pro seu destino. Então a viagem certamente demora mais do que de carro, e é preciso mais planejamento com os horários, mas você também chegará ao seu destino.
Cada passagem pode ser usada por até 2 horas e custa 2 euros no verão ou 1,50 euros no inverno durante o dia, e 3 euros à noite. Se você for ficar por volta de 5 dias ou mais, provavelmente vale mais a pena comprar o cartão Tallinja Card ‘Explore’, de 21 euros e com passagens ilimitadas por 7 dias. Mais informações no site oficial do transporte público de Malta.

Quanto tempo ficar
Eu sou o tipo de turista que não gosta de perder tempo, e a minha sugestão é ficar pelo menos 5 dias inteiros lá. Nós vimos tudo o que queríamos em 6 dias inteiros, mais uma noite da chegada e uma manhã de partida (portanto, 7 noites). Mas isso porque nós fomos mimados pelo nosso amigo maltês, que nos levou para a maioria dos passeios de carro. Portanto, se você tiver um carro: 7 noites ou 6 dias inteiros é o suficiente para ver todos os pontos de interesse em Malta. Se for usar o transporte público, é necessário adicionar mais uns 2 dias à estadia – ou então deixar alguns destinos para uma outra oportunidade.

Onde se hospedar
As cidades com as melhores localizações para turistas são: St. Julian’s, Sliema e Valetta. Se você for contar com o transporte público para se locomover, eu recomendaria se hospedar em Valetta, pois para muitos trechos você precisa fazer baldeação lá de qualquer forma.


O segundo semestre de 2016 está apenas começando mas eu já acho que Malta foi a minha viagem favorita do ano! Altamente recomendado! 🙂

Veja aqui o itinerário completo sobre o que ver e fazer em Malta!