7 coisas que você precisa saber ao se mudar para a Alemanha

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Essas dicas são pra quem está se mudando, ou acabou de se mudar, para a Alemanha. A maioria delas é relacionada à burocracia alemã ou como evitar multas. Mas, fazer o quê – essas são as coisas que você precisa saber com mais urgência – antes mesmo de descobrir onde fica o Biergarten mais próximo. Então vamos começar a nos acostumar com as regrinhas alemãs:

1. Você tem que registrar seu endereço em um escritório do governo

Uma vez tendo seu endereço fixo no seu novo lar alemão, você precisa marcar um horário (Termin) em um escritório do governo (Bürgeramt) na cidade onde você agora mora para fazer um registro (Anmeldung) do seu endereço. Leve seu passaporte e seu contrato de aluguel com você. Desta forma, o governo alemão sabe onde você e todos os outros cidadãos moram. O registro é gratuito e se recusar ou demorar a fazê-lo pode te causar uma multa. Oficialmente, ele deve ser feito dentro das suas duas primeiras semanas na Alemanha.

Se você se mudar para um novo endereço, você precisa se registrar novamente (Ummeldung) e se você sair da Alemanha, é necessário cancelar o registro (Abmeldung).

Basta digitar no Google: Anmeldung + nome da cidade alemã onde você vive, e você encontrará o site oficial para marcar o horário e obter mais informações.

2. Ter seguro-saúde é obrigatório

Ou seja: mesmo sendo caro, não tem jeito. Você vai precisar apresentar seu número do seguro de saúde para poder assinar um contrato de trabalho, por exemplo. A boa notícia é que, por lei, o empregador paga metade do custo. Existem dois tipos de seguro-saúde na Alemanha: público e privado. E há várias empresas que oferecem pacotes diferentes por preços diferentes. A grande maioria dos alemães tem um seguro público que cobre tudo. Alguns estrangeiros preferem ter um seguro privado se não forem permanecer por um longo período de tempo, porque às vezes podem ser mais baratos. Pesquise na internet, pergunte a colegas e compare as diferentes opções para fazer a melhor escolha para você.

3. Ter uma conta bancária alemã não é obrigatório oficialmente, mas na prática é

Você vai precisar de uma conta bancária alemã para pagar seu aluguel e seguro-saúde, para receber seu salário ou qualquer tipo de pagamento, para obter um plano de telefone alemão ou internet em casa. Então, mesmo que não haja uma lei dizendo que quem mora na Alemanha precisa ter uma conta bancária alemã, é provável que você não consiga se virar sem uma.

4. Você deve carimbar o seu bilhete ao usar o transporte público

Isso parece óbvio para a maioria das pessoas que estão acostumadas com a cultura europeia, mas pode ser confuso para pessoas que vêm para a Alemanha de mais longe. Diferente de outros países da Europa, o transporte público em cidades alemãs geralmente não possui catracas onde você tem que colocar seu bilhete para entrar. Tudo é baseado na confiança. Você deve sempre ter um bilhete válido e estampado ao usar o metrô, trens, bondes ou ônibus na Alemanha. Os controladores de ingressos podem aparecer a qualquer momento (à paisana, sem um uniforme específico) e pedir que você mostre seu bilhete. Se não estiver carimbado e válido, você será multado (atualmente €60 em Berlim).

5. Fazer download pirata de música e mídia gera multas

Faça o que fizer, NÃO faça download de músicas, filmes ou programas de TV pela internet. Isso inclui torrent: nunca use torrent na Alemanha. É melhor até deletar os programas de torrent que você possa ter no seu computador. Eles sabem como te encontrar (se lembra do Anmeldung?), mesmo através da identificação do seu computador, e bastante gente, geralmente estrangeiros, é multada por esse motivo. Eu já ouvi exemplos reais de estrangeiros que não sabiam dessa regra e receberam uma multa de mais de €800. Então, melhor não arriscar. A solução: usar streaming online não vai te causar problemas, ou pagar pela mídia que você está usando (através de Netflix, Apple Store, Spotify, etc.).

6. Existe um imposto para TV e rádio

Cada residência na Alemanha paga um imposto pelo uso de TV e rádio (Rundfunkbeitrag) – mesmo que você não possua nenhum aparelho de TV ou rádio. É uma taxa fixa de €17,50 por mês – por residência, não por pessoa. Esse dinheiro é destinado a sustentar os canais públicos da Alemanha. Depois de registrar seu endereço (veja #1), você receberá uma carta instruindo-o a pagar a taxa mensal compulsória.

Para mim, como estrangeira, esta regra não faz muito sentido, já que os canais de TV e rádio ainda mostram comerciais – que na teoria existem justamente para sustentar os canais financeiramente. Mas todos os imigrantes concordam que não há o que fazer, e mesmo que você tente ignorar o imposto, o sistema vai vencer no fim das contas e você terá que pagar um valor ainda maior.

7. Você pode receber dinheiro de imposto de volta

Vamos terminar esta lista com uma boa notícia: se você for ficar na Alemanha por um tempo, você pode ser elegível para receber reembolso de uma parte dos impostos (Steuererklärung) uma vez por ano. Se o seu salário vier de uma bolsa de estudos, ele é isento de impostos, então você provavelmente não terá direito a recebê-lo. Mas se você está trabalhando sob um contrato de trabalho, você pode solicitá-lo. Você pode ou buscar informações online e descobrir por si mesmo todos os documentos que você precisa (embora possa ser mais complicado para não-alemães), ou contratar um consultor (Steuerberater) que irá aconselhá-lo quanto ao que fazer para receber o maior valor possível.

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Espero que essas dicas esclareçam algumas dúvidas e tornem a sua nova vida na Alemanha um pouco mais fácil. Após a fase inicial de se instalar, tudo fica mais leve. Willkommen! 🙂

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Roteiro de viagem para Malta

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Valetta vista de Sliema

Como dito no post anterior, Malta foi uma viagem especial. E como o meu planejamento de viagens geralmente é proporcional à minha ansiedade, dá pra imaginar que eu me preparei bastante pra essa visita. Juntando tudo o que eu aprendi pesquisando e visitando esse destino, eu montei um itinerário eficiente com os melhores pontos de interesse em Malta.

O roteiro é ideal para 6 dias – mas, se a sua estada for mais curta do que isso, é só priorizar os lugares que você mais quer visitar.


  • Dia 1: Valetta + Sliema + St. Julian’s + Paceville

Valetta
A capital de Malta – a menor capital na União Europeia.
Upper & Lower Barrakka Gardens: jardins com vista para o porto e as Três Cidades do outro lado. No Upper Barrakka Garden, um canhão é disparado como uma saudação diariamente ao meio-dia e às 16h.
Co-Catedral de St. John
Republic Street: rua principal de comércio
Explorar as ruas laterais e desertas da cidade

Sliema
Calçada ao longo da costa com vistas lindas para Valetta, diversos restaurantes e locais para mergulhar no mar, se estendendo até St. Julian’s

St. Julian’s
Uma grande escultura da palavra ‘love’ na entrada
Vários restaurantes e bares
St. George’s Bay (praia): de fácil acesso, portanto geralmente cheia de turistas
Paceville: a região das boates noturnas

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Blue Lagoon
  • Dia 2: Blue Lagoon + Millieha ou Golden Bay

Blue Lagoon
Provavelmente o local mais imperdível de Malta!
Essa piscina natural de água transparente fica na ilha de Comino. Como chegar: dirigir ou pegar um ônibus até Cirkewwa, e de lá pegar um barco até a Blue Lagoon. Todos os barcos fazem um pequeno passeio no caminho de volta, mostrando as cavernas do local. O mais recomendável é ir de manhã, quando há menos gente.
Chegando lá, você pode alugar uma cadeira e guarda-sol para ficar na pequena faixa de areia, ou simplesmente se sentar na rocha. Nós preferimos a segunda opção, porque (a) era de graça; (b) mesmo assim era fácil entrar na água; e (c) nós ainda tínhamos uma ótima vista pra Blue Lagoon de cima.

Se metade de um dia na Blue Lagoon for suficiente para você (para nós foi), você ainda pode ir relaxar em alguma outra praia na ilha principal de Malta pelo restante do dia. Mas claro que, comparadas à Blue Lagoon, elas não são tão impressionantes.
Algumas opções próximas ao local de desembarque em Malta são a Milleha Bay ou a Golden Bay. Na Golden Bay, existem 3 praias próximas uma da outra à escolha: Golden Bay propriamente dita (de mais fácil acesso e mais cheia), Gnejna e Ghajn Tuffieha (um pouco mais escondidas e menos povoadas).

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Azure Window, Gozo
  • Dia 3: Gozo

A ilha vizinha merece um dia inteiro de visita.
Como chegar: pegar uma barca que sai de Cirkewwa. A viagem dura em torno de 25 minutos e a passagem não é comprada na ida – você só paga na volta. (Mais informações e preços aqui).
Embarque com o seu carro se tiver um. Se estiver usando o transporte público, talvez valha a pena usar um dos ônibus hop-on hop-off para conhecer os pontos de interesse da ilha.

Citadella: fica na capital de Gozo – Rabat, ou Victoria (muitas cidades em Malta tem dois nomes). Uma fortaleza medieval, com uma catedral e vista para os arredores.
Azure Window e Fungus Rock na Dwejra Bay: o famoso e imponente arco rochoso, onde a série Game of Thrones filmou a cena do casamento da Daenerys com o Khal Drogo. Como a rocha ainda está em erosão, dizem que em algumas décadas o arco vai deixar de existir.
Santuário Ta’ Pinu: uma grande igreja, onde vários fiéis deixaram mensagens de agradecimento por terem sido curados de suas doenças.
Ramla Bay: uma praia aconchegante com areia avermelhada. O mirante Calypso Cave tem uma vista linda para a Ramla Bay.
Xlendi Bay: outra praia, com vários restaurantes em volta (inclusive uma sorveteria ótima). Ideal para uma parada pra comer.
Ggantija Temples: os templos megalíticos de Gozo. Se você já planeja visitar os outros templos na ilha de Malta, esse talvez seja dispensável.

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Marsaxlokk
  • Dia 4: As Três Cidades + Marsaxlokk + St. Peter’s Pool

As Três Cidades
Birgu (ou Vittoriosa), Bormla (ou Cospicua) e Isla (ou Senglea) – (lembra que em Malta várias cidades tem dois nomes diferentes?)
Pegar um barco de Valetta para a entrada das cidades (só esse cruzamento já é um passeio agradável) e explorar as suas ruas e a vista à beira-mar. Se o tempo estiver curto: Vittoriosa é considerada a mais bonita.

Marsaxlokk
Uma vila de pescadores muito simpática, com dezenas de barquinhos coloridos parados na baía. Aos domingos, há uma feira de peixes.

St. Peter’s Pool
Uma grande piscina natural, fantástica para nadar e pular na água. Fica bem perto de Marsaxlokk, mas a subida a pé deve demorar em torno de 1 hora. Por isso, o ideal é ir de carro ou táxi.

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Entrada de Mdina (ou será de King’s Landing?)

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Rotunda de Mosta: a terceira maior igreja da Europa, com uma grande cúpula. Durante a segunda guerra, uma bomba de 50 kg caiu ali dentro, mas não explodiu – o que foi visto como um milagre.

Mdina
Conhecida como a ‘cidade silenciosa’, é uma cidade medieval murada. A entrada de Mdina apareceu em Game of Thrones como a entrada de King’s Landing.
Fontanella Tea Gardens: uma casa de chá com um famoso bolo de chocolate e vista para os arredores (inclusive para a Rotunda de Mosta).

Rabat
Uma cidade charmosa em frente a Mdina.
Vila Romana
Igreja de St. Paul
Convento de St. Dominic (também foi local de filmagem de Game of Thrones)

Dingli Cliffs (penhascos de Dingli)
O ponto mais alto de Malta (253 metros) e considerado o melhor local da ilha para assistir ao pôr-do-sol.

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Blue Grotto visto de cima
  • Dia 6: Blue Grotto + Hagar Qim & Mnajdra

Blue Grotto
Passeio de barco por algumas grutas e cavernas, incluindo a Gruta Azul, com águas azul-piscina. O ideal é ir de manhã para ver o azul do mar no seu tom mais impressionante. O passeio é lindo, mas achamos bem curto (uns 20 minutos) e sentimos que o condutor do barco, apesar de simpático, passou bastante apressado pelas paradas (talvez por haver uma fila de barcos atrás dele).
Também é possível ver a Gruta Azul de cima, de um mirante ao lado de um ponto de ônibus com o nome de Panorama.

Hagar Qim & Mnajdra
Perto do Blue Grotto ficam os templos megalíticos de Hagar Qim e Mnajdra, que estão entre os monumentos mais antigos do mundo (em torno de 3000 a.C.). O ingresso permite a visita aos dois templos, que são próximos um do outro.


Para mais fotos de Malta, clique aqui.

E essa foi a primeira viagem onde eu não só tirei fotos, mas também filmei! (eu disse que Malta foi especial…). A maioria dos lugares mencionados no roteiro são mostrados nesse vídeo. Assista aqui!  🙂

Principais pontos turísticos do Rio de Janeiro

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Rio de Janeiro: também conhecido como Cidade Maravilhosa – a minha cidade amada onde eu nasci e cresci. ❤

O Rio oferece milhares de possibilidades interessantes para turistas. Aqui eu montei uma lista com as minhas recomendações principais, ou o que você não pode deixar de ver e fazer na sua primeira visita. Essas dicas podem servir como base para um roteiro, dependendo do tempo disponível e interesses dos visitantes.


O QUE VER/FAZER NO RIO:

Praias
Existem várias, incluindo: Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra. (Eu diria que as mais famosas são Copacabana e Ipanema.)

Corcovado e Cristo Redentor
A estátua do Cristo fica no morro chamado Corcovado. Dá pra chegar de trenzinho ou de van, saindo de vários pontos da cidade. Informações aqui.

Pão de Açúcar
Informações sobre o passeio de bondinho aqui.
De lá, dá pra passear pela Praia Vermelha, Pista Claudio Coutinho e Urca.

Pedra do Arpoador
Uma enorme rocha que separa as praias de Copacabana e Ipanema. O programa clássico é assistir ao pôr-do-sol de lá (e aplaudir no final!).
Perto dali fica o Forte de Copacabana, que pode ser visitado. Lá tem uma filial da Confeitaria Colombo, onde muita gente gosta de ir. E ao lado do Forte, ainda no calçadão de Copa, fica a estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade.

Mirante do Leblon
Ao lado do posto 12, com vista para a praia do Leblon.

Mirante Dona Marta
Para mim, essa é de longe a melhor vista do Rio de Janeiro. Fica logo abaixo da entrada pro Cristo, então a vista dos dois é parecida – só que do Mirante Dona Marta você também consegue ver o Cristo, e não tem centenas de turistas ao seu redor. Um lugar incrível pra fotos, e de graça!

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Vista do Mirante Dona Marta

Santa Teresa
Um bairro residencial e boêmio, amado pelos estrangeiros e considerado um dos mais charmosos do Rio. Como fica numa parte alta da cidade, tem uma linda vista, tanto para o centro da cidade como para a zona sul.
Pontos de interesse: Largo dos Guimarães, Curvelo, Chácara do Céu, Parque das Ruínas, e o famoso bondinho amarelo passando pelo bairro.
Recomendações: Bar do Arnaudo (comida nordestina) e Bar do Gomes (nome oficial: Armazém São Thiago).
Uma sugestão é passear por Santa Teresa e, de lá, descer pra Lapa.

Lapa
Pontos de interesse: Arcos da Lapa (o antigo aqueduto) e a catedral com formato de cone ao fundo; Escadaria Selarón.
À noite: algumas das casas noturnas (com música ao vivo) mais procuradas são Clube dos Democráticos, Rio Scenarium e Lapa 40 Graus.

Centro da cidade
Pontos de interesse: Teatro Municipal, Museu do Amanhã e Museu de Arte do Rio (MAR) na Praça Mauá, Boulevard Olímpico, AquaRio, Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), roda de samba no Arco do Teles.

Lagoa Rodrigo de Freitas
Depois de um passeio pela lagoa, também pode-se visitar o Jardim Botânico do Rio, e o Parque Lage.

Floresta da Tijuca
A maior floresta urbana do mundo.
Pontos de interesse: trilhas, locais para picnic, cachoeiras. Perto dali: Mesa do Imperador, Vista Chinesa.

Pular de asa-delta ou parapente
Quem tiver interesse em se aventurar e pular da Pedra Bonita com um instrutor, pode procurar a Escola São Conrado de Voo Livre. É uma experiência fantástica!

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Voando de asa-delta no Rio

Fazer uma trilha (e curtir a vista)
Relativamente fácil: Dois Irmãos, Pedra Bonita
Difícil: Pedra da Gávea

Cachoeiras
Existem várias na Floresta da Tijuca e no bairro do Horto.

Feira de São Cristóvão (Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas)
Um enorme espaço com restaurantes, bares, lojinhas e música ao vivo, dedicado à cultura do nordeste do Brasil. Informações aqui.

Maracanã
O maior estádio de futebol do Rio, palco de jogos da Copa do Mundo e Olimpíadas, pode ser visitado durante um jogo, ou em um tour (ou mesmo só visto por fora).

Sambódromo
Durante o carnaval, vale a pena assistir a um desfile das escolas de samba. Fora de época, também pode ser visto por fora ao passar por perto de carro.

Barzinhos / botecos
Quem quiser fazer como os cariocas e ir tomar umas várias cervejinhas de uma forma bem casual e despretensiosa, de pé no meio da rua mesmo, tem várias opções, como: Baixo Gávea, Praça São Salvador, Urca, Lapa, Santa Teresa, Baixo Botafogo (final da Rua Voluntários da Pátria).


QUANTO TEMPO FICAR:
Pelo menos uma semana pra ver os principais pontos da cidade. Esse tempo deve ser prolongado caso queira visitar outros destinos no estado do Rio.

ONDE SE HOSPEDAR:
Para quem quiser ficar em um albergue de primeira, super bem localizado (do lado do metrô de Botafogo), com gente simpática e animada, eu recomendo o Rio Soul Hostel.
Já quem estiver procurando uma experiência mais caseira, em uma hospedagem estilo Airbnb, ou Bed & Breakfast: a Casa Dois Irmãos é super espaçosa, estilosa e oferece uma vista inacreditável da cidade, além da calorosa recepção dos irmãos Kris e Jo.


Havendo alguma dúvida, fique à vontade para perguntar nos comentários.
Boa viagem e aproveite o Rio!! 🙂

Como eu planejo minhas viagens (com pouco tempo e dinheiro)

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Veja a primeira parte deste texto aqui:
“Como você faz para viajar tanto?”

Então, se viajar for uma prioridade para você no seu tempo de lazer, você deve procurar fazê-lo. E a melhor forma de otimizar os seus talvez-não-tão-abundantes tempo e dinheiro é planejando com antecedência.

Existem diversas maneiras de se planejar uma viagem que funcionam bem. Aqui, eu vou explicar passo a passo como eu faço e o que funciona para mim. (Vocês vão ver que eu sou metódica de carteirinha.)

Eu nunca usei os serviços de uma agência de viagens eu sempre pesquiso e reservo tudo eu mesma. Talvez esse método dê mais trabalho, mas eu o prefiro pelo fato de ter mais controle sobre a minha viagem e também porque acredito que seja mais em conta.

Para mim, planejar uma viagem é como se arrumar para uma festa: é praticamente metade da diversão!

Coisas a considerar:

COMO:
Defina o estilo de viagem que funciona para você; ou seja, o que é viável (várias viagens curtas por ano, ou uma ou duas viagens longas por ano, ou um pouco dos dois; viajar dentro do seu país ou continente, ou viajar para destinos mais distantes, ou um pouco dos dois; etc.)

QUANDO:
A primeira coisa que eu faço é: eu abro um calendário que tenha todos os feriados do ano. (Importante: tenha certeza de que eles são mesmo válidos para a cidade onde você mora! Muitos feriados nos calendários da Alemanha, por exemplo, só são válidos em certos estados, e, infelizmente, não em Berlim.)
Então, eu faço uma lista dos fins de semana prolongados que eu vou ter ao longo do ano. Como exemplo, esses são os feriadões de 2016 em Berlim:

  • Páscoa: de 24/03 à noite até 28/03 = 4 noites
  • Ascensão de Cristo (Christi Himmelfahrt): de 04/05 à noite até 08/05 = 4 noites
    (Obs.: aqui, apenas quinta dia 5 é feriado sexta dia 6 não é. Mas claramente vale a pena tirar esse dia de folga, para se ter um feriado de 4 dias pelo ‘preço’ de 1 dia útil.)
  • Pentecostes (Pfingst): de 13/05 à noite até 16/05 = 3 noites
  • Unificação Alemã (Tag der Deutschen Einheit): de 30/09 à noite até 03/10 = 3 noites

Como você pode ver, são apenas quatro (1 de maio vai cair num domingo e Natal / Ano Novo não contam). Então eu sei que este ano eu tenho 4 oportunidades de feriadões para viajar: 2 viagens de 4 noites e 2 viagens de 3 noites.

AONDE:
Quando estiver escolhendo um destino, antes de mais nada estime quanto tempo você precisaria para visitar aquele local. Essa é uma decisão bastante pessoal, pois pessoas diferentes têm ritmos diferentes em viagens. Também vai depender se você quer visitar todos os museus naquela cidade, por exemplo, ou só as atrações turísticas principais. Eu normalmente procuro no Google por ‘quantos dias em …’ e vejo o que outros viajantes recomendam em fóruns de discussão, como o TripAdvisor. Se você é um viajante do tipo sem-tempo-a-perder como eu, dê uma olhada também no site Days in a City, que costuma ter boas sugestões.

Após definir em quais dias do ano eu posso viajar e quão longas as viagens podem ser (ver seção QUANDO), eu posso verificar quais viagens se encaixariam nessa quantidade de dias. Por exemplo: eu sei que eu não posso planejar uma viajar para o sudeste asiático em um feriadão de 4 noites porque não seria tempo suficiente para esse destino. Então eu tento encontrar destinos que sejam viáveis dentro de 3 ou 4 noites.

Como dito na primeira parte desse post, eu normalmente tenho de 5 a 10 dias de férias por ano, sem contar com feriadões ou com o meu tempo no Brasil. Então, quando eu quero fazer viagens mais longas que um fim de semana prolongado, eu normalmente uso alguns desses dias de férias. E, para otimizar o meu tempo, eu tento emendar com fins de semana. Por exemplo: se eu tirar 5 dias de férias (segunda a sexta), na verdade eu consigo fazer uma viagem de 9 noites, incluindo os fins de semana antes e depois. Assim, eu levo uma ‘promoção’ de 9-dias-pelo-preço-de-5.

Para decidir para onde eu vou viajar, eu sempre considero:
1) Para onde eu consigo ir na quantidade de dias que tenho;
2) Para onde eu tenho interesse em ir;
3) Para onde eu consigo encontrar passagens baratas de ida e volta.

Os dois gastos mais caros em uma viagem são: passagens (ida e volta) e hospedagem. (Comida não conta muito, pois você vai ter que comer tanto viajando quanto em casa.) Felizmente, existem formas de economizar bastante nesses dois pontos.

PASSAGENS

Eu sou uma cientista, então eu não confio em apenas uma fonte. Eu gosto de procurar voos em mais de um site de busca/comparação. Eu uso: Google Flights, Skyscanner e Kayak.

Google Flights: este tem sido o meu favorito há um bom tempo. Ele permite buscar voos para ‘todos os destinos do mundo’, ou para um país em geral. Você não precisa necessariamente escolher uma cidade ou aeroporto específico. Você também consegue ver os preços no mês inteiro e quais dias estão mais baratos. Naturalmente, também dá para filtrar a busca de acordo com o horário em que você quer viajar, ou o número de paradas, por exemplo. Outra grande vantagem do Google Flights é que você pode salvar um voo que te interessa e acompanhá-lo ao longo do tempo pois eles te mostram gráficos dos preços. Então se você estiver logado na sua conta do Google, você pode simplesmente entrar no Google Flights e checar a variação dos preços nos últimos dias. Depois de um tempo usando essa ferramenta, você começa a ter uma ótima noção de quanto custam os voos que te interessam. Eu uso tanto o Google Flights para ficar de olho em preços de passagens, que eu aprendi quanto custa a passagem mais barata possível de Berlim para Estocolmo, por exemplo, e quanto seria uma passagem cara. Eu também uso bastante para acompanhar os preços de voos da Alemanha pro Brasil, já que eles são bastante caros e eu quero encontrar o melhor voo possível. Às vezes eu sinto como se estivesse acompanhando o mercado de ações: quando o preço baixa, eu compro.

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Exemplo de busca no Google Flights

Skyscanner: tem as mesmas vantagens de busca que o Google Flights, mas não tem a opção de salvar voos e ver os gráficos. O motivo pelo qual eu ainda uso o Skyscanner além do Google Flights é que às vezes o Google Flights me mostra preços incorretos (talvez não seja atualizado tão frequentemente), então eu gosto de checar para ter certeza.

Kayak: já que não tem a opção de buscar para ‘todos os destinos’ como os outros dois, eu só tenho usado o Kayak quando eu quero procurar por datas flexíveis. Você pode fazer uma busca usando a opção de +/- 3 dias para a data de ida e de volta, e ele te mostra uma tabela com todas as combinações possíveis e qual é a mais barata. Por exemplo:

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Exemplo de busca no Kayak: neste caso, a combinação mais barata é ida 15/07 e volta 18/07

É uma ótima sensação encontrar um bom preço. Eu já comprei voos de ida e volta de Berlim para Copenhague por 50 euros, para Colônia por 20, para Malta por 70 e para Salzburg por 77.

Para opções de trem: geralmente cada país só tem uma única empresa ferroviária nacional, então eu sempre busco e compro no site oficial deles você não vai encontrar mais barato em outro lugar. Para trens na Alemanha, é a Deutsche Bahn. As empresas oferecem passagens mais baratas se você comprar com antecedência, então sempre é uma boa ideia olhar o mais cedo possível.

Para opções de ônibus, ou quando você não sabe qual opção é a melhor (ônibus, trem or voo):
Para destinos na Europa, eu gosto de usar o GoEuro. Esse site permite comparar todas as possibilidades de transporte (inclusive aluguel de carro). E ele mostra uma ótima lista de comparação de todas as diversas empresas de ônibus. (Há algum tempo, a Megabus tem oferecido algumas das passagens de ônibus mais baratas pela Europa. É a nova Ryanair das rodoviárias.)

Obs.: eu só uso esses sites para pesquisar e comparar preços. Quando encontro uma passagem que eu gostaria de comprar, eu o faço através do site oficial da companhia (eu acho mais seguro e mais barato).

Na Europa também há a opção de compartilhar uma viagem de carro, como o BlaBlaCar na Alemanha (que é bem barato), ou até mesmo sair pegando carona com desconhecidos (que é de graça). Eu particularmente nunca usei essas opções, mas você pode usá-las caso de sinta confortável com elas.

Outras coisas a se considerar ao decidir sobre passagens:

  • Às vezes voos são mais baratos que trens ou ônibus;
  • Às vezes viagens de ônibus e trens têm a mesma duração (e ônibus são geralmente mais baratos) um exemplo é o trajeto Berlin-Praga;
  • Nem sempre preços de voos apenas aumentam com o tempo com a Ryanair, por exemplo, eles variam MUITO.

HOSPEDAGEM

Eu sempre compro as minhas passagens primeiro, e só depois reservo a hospedagem, porque essa última geralmente custa menos. E também porque muitas vezes você pode alterar ou cancelar a sua reserva da acomodação gratuitamente, mas o mesmo não acontece para o transporte. Mas é uma boa pelo menos dar uma olhada nas opções de hospedagem antes de comprar as passagens, para não haver surpresas. Alguns eventos locais como Oktoberfest em Munique e St. Patrick’s Day em Dublin fazem os preços de hospedagem ficarem 10 vezes mais caros.

Você deve ponderar o que mais importa para você ao escolher hospedagem em viagens. Para mim, é preço e localização. (Tá, conforto vem em terceiro…) E se você não se importar em dividir um dormitório ou um banheiro, você normalmente encontra ofertas mais baratas.

Com isso em mente, eu geralmente considero 3 tipos de hospedagem: hostel, hotel ou Airbnb.

Hostel (albergue): eu uso essa opção por volta de 90% das vezes. É a minha opção de escolha quando ela está bem mais barata que as outras 2 opções; ou quando eu estou viajando sozinha.
Para comparar e reservar hostels, eu uso os sites Hostelbookers e Booking.com.

Hotel: obviamente, essa é a minha opção de preferência, por ser a mais confortável mas geralmente também é a mais cara. Eu uso essa opção em torno de 10% das vezes: quando o hotel eventualmente é mais barato que o hostel, ou quase. Isso geralmente acontece quando eu estou viajando com um grupo de pessoas. (Obs.: normalmente é um hotel bem simples, ou uma pensão/pousada.)
Para comparar e reservar hotéis, eu uso o site Booking.com.
Eu gosto bastante do Booking.com por ser uma plataforma bem clara e simples de usar (por exemplo, para filtrar buscas, fazer alterações na reserva, etc.). E, havendo algum problema, eles tem um bom serviço de apoio ao cliente e cuidam de tudo você não precisa contactar o hotel diretamente. Além disso, depois de reservar algumas vezes, você se torna um cliente ‘Genius’ e tem direito a valores especiais.

Airbnb: esse é um site onde se pode alugar um quarto no apartamento de alguém. Eu estou apenas começando a experimentar a opção do Airbnb. Eu escolheria essa opção somente quando:
a) os hotéis estão bem mais caros que os hostels e Airbnb;
b) além disso, ambas as ofertas do Airbnb e do hostel têm ótimas localizações mas o Airbnb é o mesmo preço ou mais barato que o hostel;
c) além disso, a oferta do Airbnb é um quarto privativo (portanto, mais confortável) e a opção do hostel é um dormitório compartilhado;
d) além disso, o anfitrião do Airbnb tem ótimas reviews e parece confiável;
e) além disso, eu não estou viajando sozinha.
(Então, como você pode ver, eu só usaria o Airbnb em casos bastante particulares.)
Site: Airbnb

Também existe a opção do CouchSurfing se hospedar no apartamento de alguém de graça. Eu nunca usei essa opção pois não me sinto confortável com ela, mas você deve considerar se vale a pena para você.

Em geral, os preços de hospedagem de baixo orçamento na Europa variam de 10 a 30 euros por noite por pessoa.


Eu espero que essa descrição bastante detalhada de como eu planejo as minhas viagens seja útil e inspiradora! Se você tiver alguma pergunta, fique à vontade para fazê-la nos comentários.

Sondar passagens online para viagens é inofensivo e não custa absolutamente nada. Então, tente. Não há nada a perder.  🙂

(Obs.: esse post não foi patrocinado por nenhuma das empresas mencionadas.)