7 coisas que você precisa saber ao se mudar para a Alemanha

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Essas dicas são pra quem está se mudando, ou acabou de se mudar, para a Alemanha. A maioria delas é relacionada à burocracia alemã ou como evitar multas. Mas, fazer o quê – essas são as coisas que você precisa saber com mais urgência – antes mesmo de descobrir onde fica o Biergarten mais próximo. Então vamos começar a nos acostumar com as regrinhas alemãs:

1. Você tem que registrar seu endereço em um escritório do governo

Uma vez tendo seu endereço fixo no seu novo lar alemão, você precisa marcar um horário (Termin) em um escritório do governo (Bürgeramt) na cidade onde você agora mora para fazer um registro (Anmeldung) do seu endereço. Leve seu passaporte e seu contrato de aluguel com você. Desta forma, o governo alemão sabe onde você e todos os outros cidadãos moram. O registro é gratuito e se recusar ou demorar a fazê-lo pode te causar uma multa. Oficialmente, ele deve ser feito dentro das suas duas primeiras semanas na Alemanha.

Se você se mudar para um novo endereço, você precisa se registrar novamente (Ummeldung) e se você sair da Alemanha, é necessário cancelar o registro (Abmeldung).

Basta digitar no Google: Anmeldung + nome da cidade alemã onde você vive, e você encontrará o site oficial para marcar o horário e obter mais informações.

2. Ter seguro-saúde é obrigatório

Ou seja: mesmo sendo caro, não tem jeito. Você vai precisar apresentar seu número do seguro de saúde para poder assinar um contrato de trabalho, por exemplo. A boa notícia é que, por lei, o empregador paga metade do custo. Existem dois tipos de seguro-saúde na Alemanha: público e privado. E há várias empresas que oferecem pacotes diferentes por preços diferentes. A grande maioria dos alemães tem um seguro público que cobre tudo. Alguns estrangeiros preferem ter um seguro privado se não forem permanecer por um longo período de tempo, porque às vezes podem ser mais baratos. Pesquise na internet, pergunte a colegas e compare as diferentes opções para fazer a melhor escolha para você.

3. Ter uma conta bancária alemã não é obrigatório oficialmente, mas na prática é

Você vai precisar de uma conta bancária alemã para pagar seu aluguel e seguro-saúde, para receber seu salário ou qualquer tipo de pagamento, para obter um plano de telefone alemão ou internet em casa. Então, mesmo que não haja uma lei dizendo que quem mora na Alemanha precisa ter uma conta bancária alemã, é provável que você não consiga se virar sem uma.

4. Você deve carimbar o seu bilhete ao usar o transporte público

Isso parece óbvio para a maioria das pessoas que estão acostumadas com a cultura europeia, mas pode ser confuso para pessoas que vêm para a Alemanha de mais longe. Diferente de outros países da Europa, o transporte público em cidades alemãs geralmente não possui catracas onde você tem que colocar seu bilhete para entrar. Tudo é baseado na confiança. Você deve sempre ter um bilhete válido e estampado ao usar o metrô, trens, bondes ou ônibus na Alemanha. Os controladores de ingressos podem aparecer a qualquer momento (à paisana, sem um uniforme específico) e pedir que você mostre seu bilhete. Se não estiver carimbado e válido, você será multado (atualmente €60 em Berlim).

5. Fazer download pirata de música e mídia gera multas

Faça o que fizer, NÃO faça download de músicas, filmes ou programas de TV pela internet. Isso inclui torrent: nunca use torrent na Alemanha. É melhor até deletar os programas de torrent que você possa ter no seu computador. Eles sabem como te encontrar (se lembra do Anmeldung?), mesmo através da identificação do seu computador, e bastante gente, geralmente estrangeiros, é multada por esse motivo. Eu já ouvi exemplos reais de estrangeiros que não sabiam dessa regra e receberam uma multa de mais de €800. Então, melhor não arriscar. A solução: usar streaming online não vai te causar problemas, ou pagar pela mídia que você está usando (através de Netflix, Apple Store, Spotify, etc.).

6. Existe um imposto para TV e rádio

Cada residência na Alemanha paga um imposto pelo uso de TV e rádio (Rundfunkbeitrag) – mesmo que você não possua nenhum aparelho de TV ou rádio. É uma taxa fixa de €17,50 por mês – por residência, não por pessoa. Esse dinheiro é destinado a sustentar os canais públicos da Alemanha. Depois de registrar seu endereço (veja #1), você receberá uma carta instruindo-o a pagar a taxa mensal compulsória.

Para mim, como estrangeira, esta regra não faz muito sentido, já que os canais de TV e rádio ainda mostram comerciais – que na teoria existem justamente para sustentar os canais financeiramente. Mas todos os imigrantes concordam que não há o que fazer, e mesmo que você tente ignorar o imposto, o sistema vai vencer no fim das contas e você terá que pagar um valor ainda maior.

7. Você pode receber dinheiro de imposto de volta

Vamos terminar esta lista com uma boa notícia: se você for ficar na Alemanha por um tempo, você pode ser elegível para receber reembolso de uma parte dos impostos (Steuererklärung) uma vez por ano. Se o seu salário vier de uma bolsa de estudos, ele é isento de impostos, então você provavelmente não terá direito a recebê-lo. Mas se você está trabalhando sob um contrato de trabalho, você pode solicitá-lo. Você pode ou buscar informações online e descobrir por si mesmo todos os documentos que você precisa (embora possa ser mais complicado para não-alemães), ou contratar um consultor (Steuerberater) que irá aconselhá-lo quanto ao que fazer para receber o maior valor possível.

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Espero que essas dicas esclareçam algumas dúvidas e tornem a sua nova vida na Alemanha um pouco mais fácil. Após a fase inicial de se instalar, tudo fica mais leve. Willkommen! 🙂

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Curiosidades sobre a Alemanha (parte 1)

Existem tantos fatos ou hábitos da Alemanha que são curiosos/estranhos pra um estrangeiro que essa vai ter que ser uma série de posts, e não só um! hehe

Pra quem já mora aqui há um tempo, como eu, essas coisas já se tornaram completamente normais e hoje em dia passam totalmente despercebidas. Mas quem ainda não é tão familiarizado com a cultura alemã geralmente acha esses fatos bastante confusos ou estranhos.

Vamos começar com 5 deles:

1) A pipoca no cinema é doce

Até tem pipoca salgada aqui, mas a pipoca ‘padrão’, que você encontra pra vender por aí, geralmente é doce. Ir ao cinema e não ter nem a opção de comer pipoca salgada? Como assim?

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2) As notas acadêmicas vão de 1 a 6, sendo 1 a melhor nota

Na Alemanha, o sistema de notas não é de zero a 10, ou de zero a 100. Tampouco é como o sistema A-B-C-D. Funciona assim:

1 = muito bom
2 = bom
3 = satisfatório
4 = suficiente para passar / nota de corte
5 = insuficiente
6 = muito insuficiente / zero

É preciso tirar pelo menos 4 para passar numa prova ou curso. As universidades às vezes nem mencionam a nota 6, já que qualquer número maior que 4 já significa reprovação. As notas também tem uma casa decimal, geralmente com dígitos ímpares. Por exemplo: 1,3 – 1,5 – 1,7 (sendo que 1,3 é melhor do que 1,7). Pros alemães, uma nota 2 é melhor do que uma nota 3. Totalmente contra-intuitivo.

A primeira vez que eu recebi uma nota no mestrado, o email dizia ‘1,0’. Quase tive um mini-infarto. 😀

3) O segundo andar é o primeiro

No Brasil, o andar térreo geralmente é considerado o primeiro andar, o andar acima é o segundo, e assim por diante. Mas na Alemanha, o andar térreo é o ‘andar zero’. E o primeiro andar (número 1) é o que vem acima do térreo. Isso causa muita confusão aos recém-chegados ao país. ‘Me encontre no primeiro andar’ – no início o seu cérebro está treinado pra pensar automaticamente no andar térreo, que é o primeiro andar em que você pisa. Em vários elevadores ou nas grandes lojas de departamento por aqui é possível ver o número zero no letreiro se referindo ao térreo (e às vezes -1 e -2 pro subsolo).

4) Ao entrar na casa de um(a) alemão(ã), você tem que tirar seus sapatos

Esse é talvez o hábito mais tipicamente alemão de todos. Todo e qualquer alemão tira os sapatos assim que entra em casa, ainda na porta, e coloca um par de ‘sapatos de ficar em casa’, ou anda de meias. Eles fazem o mesmo quando vão visitar alguém, e esperam isso de você quando vai visitá-los. Eu, que não sou muita fã de andar descalça, tenho que lembrar de conferir que as minhas meias não estão furadas antes de ir visitar algum amigo aqui! hehe

O intuito desse hábito é manter a higiene e não trazer sujeira de fora pra dentro de casa – o que é bastante compreensível. Mas esse costume está tão incorporado no DNA dos alemães que eles o seguem à risca mesmo quando não faz o menor sentido. Como no caso de festas dentro de casa, por exemplo. Festa sempre causa alguma sujeirinha e bagunça, e o apartamento vai ter que ser limpo depois de qualquer forma. Que diferença vai fazer se os convidados tirarem os sapatos? 😛

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“Tirem os sapatos” = assim começa uma festa alemã caseira (obs: tinham muitos outros sapatos que nem couberam na foto)

5) Os alemães amam bebida com gás

Eu disse ‘amam’? Eu quis dizer NÃO VIVEM SEM. Na Alemanha não existem só duas, mas três opções de água mineral: Still, Medium e Classic. Imagine você um turista ou recém-chegado no país que só quer matar a sede e encontra 3 tipos de água à venda. Qual deve ser a sem gás? A que diz ‘Classic’, certo? ERRADO. Clássico na Alemanha é água com gás. Vai entender… Still é sem gás, e Medium com um pouco de gás (pra você ver o quanto eles levam isso a sério).

Por aqui a água da torneira é potável e própria para beber – e mesmo assim, alguns alemães não abrem mão de comprar água com gás no supermercado (e ainda carregam aquele peso pra casa). Aqui tem até um eletrodoméstico que transforma água normal em água gaseificada! O vício é forte.

Como funciona o sistema escolar alemão

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O sistema escolar na Alemanha é bem diferente e curioso.

O primeiro nível, equivalente à creche e pré-escola, é o Kindergarten – que é uma palavra alemã bem famosa usada até no inglês. Não é obrigatório na Alemanha; os pais decidem se querem colocar o filho ou não. Depois vem a Grundschule: o início da escola primária, ou ensino fundamental. Dura 4 anos, geralmente dos 6 aos 10 anos de idade. Da Grundschule em diante, o ensino é obrigatório (e gratuito!) para todos.

Até aí é bem parecido com outros países. No final da Grundschule é que começa a diferenciar.

Quando a criança está quase terminando a Grundschule, por volta dos 10 anos de idade, uma decisão precisa ser tomada: qual dos 3 tipos de escola ela vai seguir. Isso é normalmente decidido pelos professores e aconselhado aos pais, com base no histórico escolar da criança.

Agora vamos aos diferentes tipos de escola: Hauptschule, Realschule e Gymnasium.

Deixando de lado os eufemismos e explicando de forma clara e direta (como os alemães fazem): a diferença entre essas 3 escolas é o nível de dificuldade e de exigência.

A Hauptschule é a escola mais fácil das três, com menos exigências aos alunos. A Realschule é a de dificuldade e exigência médias. O Gymnasium é a mais difícil, onde a exigência é a maior das três e o aluno tem que dedicar mais tempo e esforço aos estudos. No final do Gymnasium os alunos fazem uma prova chamada Abitur (ou o apelido, Abi), que seria algo parecido com o vestibular. Só pode entrar na universidade quem tiver terminado o Gymnasium e feito o Abi. O aluno que não tiver notas altas o suficiente para ingressar no Gymnasium diretamente após a escola primária ainda pode, caso o seu desempenho escolar melhore, fazer primeiro a Realschule e depois o Gymnasium, ou ainda fazer uma via mais longa de Hauptschule, depois Realschule e depois Gymnasium.

Mas e quem fez Hauptschule e/ou Realschule, sem ter feito Gymnasium e Abitur? Eles seguem para um ensino profissionalizante, ou cursos técnicos.

Entenda o seguinte sobre a sociedade alemã:

Na Alemanha, não é preciso necessariamente ter um diploma universitário para se ter um bom emprego com um bom salário. Isso porque existem centenas de cursos profissionalizantes (Ausbildung), que são como faculdades que preparam para todas as profissões não-acadêmicas. Por exemplo: comerciante, mecânico, cabeleireiro, designer de produtos, assistente de dentista, entre tantas outras. E todas as profissões são relativamente bem pagas. Claro que umas mais que as outras, mas a discrepância não é tão grande quanto no Brasil. O resultado disso é uma sociedade com mão-de-obra qualificada em todas as áreas, tanto de trabalhos manuais quanto intelectuais. Cada curso profissionalizante dura no mínimo 3 anos, e o aprendiz tem que passar por um treinamento teórico e prático e por avaliações para poder exercer a profissão. Enquanto no Brasil é muito comum ter que escolher um eletricista, por exemplo, por indicação dos amigos, na Alemanha em teoria pode-se confiar em qualquer um, pois todos são igualmente bem capacitados.

Então, é natural que nem todos os alemães decidam por fazer universidade – já que existem outras boas opções, em que se pode começar a trabalhar e ganhar dinheiro mais cedo. Há também quem diga que quem vai para a universidade passa anos aprendendo muita coisa teórica, mas no fim das contas não tem nenhuma experiência de trabalho e não sabe como a profissão funciona na “vida real”.

De fato, provavelmente um vendedor de loja não ganha o mesmo que um médico – mas ganha o suficiente para viver bem. Na Alemanha cada um tem a oportunidade de fazer a escolha profissional que acha melhor para si.


Argumentos prós e contras sobre o sistema educacional alemão:

  • CONTRAS:

É um tanto quanto segregacionista, já que os alunos são divididos em escolas de níveis de dificuldade diferentes.

É uma forma de rotular alunos pelo seu potencial, sendo julgados pelas suas notas escolares.

As crianças são obrigadas a decidir seu futuro com apenas 10 anos de idade. São novas demais para saber o que querem fazer posteriormente.

Se uma criança da Hauptschule estivesse rodeada por colegas de classe aplicados durante o ensino médio, como os do Gymnasium, talvez isso a motivasse a estudar mais.

  • PRÓS:

Esse sistema já está tão inserido na cultura alemã que eles não o veem como segregacionista. As crianças crescem sabendo que é assim, e ninguém vê maldade nisso.

Pessoas diferentes tem ritmos e interesses diferentes. Nem todo mundo é feito para ir pra universidade. Nem todo mundo está a fim de estudar pra caramba durante a escola.

Uma sociedade não é e não deve ser feita só de intelectuais, e sim de trabalhadores qualificados de todas as áreas.

Colocar todos os alunos em um só tipo de escola significaria ter que diminuir o ritmo dos alunos que estão dispostos a estudar mais por causa dos alunos que preferem seguir o rumo do ensino profissionalizante.

A decisão não é irreversível. Há mobilidade e os alunos podem mudar de ideia e trocar o tipo de escola se quiserem e se mostrarem interesse para tal.


Esse é o resumo básico dos pontos principais do sistema escolar da Alemanha. Varia um pouco a cada estado e existem algumas exceções, como por exemplo a escola que integra Hauptschule e Realschule juntas (Integrierte Sekundarschule) e a Gesamtschule.

Eu particularmente acho diversos pontos muito interessantes, mas discordo de outros. Mas em geral, esse curioso sistema escolar parece funcionar, e está fortemente relacionado ao mercado de trabalho e à sociedade alemã.

Como é morar em Berlim

Foto por Mari Cerdeira
Foto por Mari Cerdeira

Berlim é uma cidade: grande, cosmopolita, jovem, alternativa, agitada, relaxada, descolada.

Tem gente de todas as tribos. No metrô você vê uma garota de cabelo azul ao lado de uma criança branca e loira, ao lado de um cara de rastafari, ao lado de uma família turca, ao lado de turistas espanhois. Berlim é diversidade!

Berlin foi inclusive eleita a cidade mais divertida do mundo.

Morar em Berlim é sempre ter o que fazer. É descobrir a cada fim de semana algum lugar legal que você ainda não conhecia.

É morar numa cidade barata! E com uma lei que limita os valores de aluguel.

A Alemanha é um país barato, para os padrões da Europa ocidental. E, dentro da Alemanha, o custo de vida em Berlim é bem mais baixo que o de outras cidades como Munique ou Hamburgo por exemplo.

‘’Berlim não é Alemanha’’

Berlim é muito diferente do sul da Alemanha. Não é conservadora, nem tão certinha. E também não é tão rica.

É uma cidade que está bombando e se transformando neste exato momento. É muito diferente do que era há 20 anos atrás, e vai ser muito diferente daqui a 20 anos.

Tem uma cultura urbana e artística muito forte. E restaurantes de todos os países. E baladas super renomadas. Principalmente pra quem curte música eletrônica – é o que mais tem por aqui.

É morar numa cidade com mil faces. Tem bairros que são super residenciais, outros super turísticos, outros super alternativos, outros super chiques. Berlim é o resultado de uma mistura incrível de vários elementos.

‘’Berlim é a Nova York da Europa’’

É uma cidade com um transporte público super eficiente, que cobre todos os lugares. E que não tem catracas.

Morar em Berlim é voltar da night de metrô. Isso porque durante o fim de semana todo o transporte público funciona 24 horas. (!!!!) E em dias de semana? O metrô fecha por volta da 1 da manhã, mas ainda tem ônibus a noite toda. Só pega táxi quem quer.

É uma cidade plana, ótima pra se locomover de bicicleta também.

Em geral é bastante segura, mas por ser uma cidade grande tem furtos SIM, e tem que ficar ligado.

É uma cidade com muito verde, parques e lagos (40% de toda a área da cidade!).

Saindo só um pouquinho de Berlim já parece outro mundo. Dá pra morar pertinho da agitação da cidade e ainda ter uma casa com quintal estilo filme americano.

É uma cidade que transpira história.

Muita gente fala inglês, mas nem todo mundo.

É uma cidade onde a temperatura pode marcar de -7 a 37 graus Celsius.

Uma cidade com várias estações de trem, uma estação central gigantesca, e 2 aeroportos (porque o aeroporto que vai substituir os dois existentes não fica pronto nunca).

É morar numa cidade que se transforma quando chega a primavera e verão. O sol e o calor mudam completamente a vibe da cidade. Todo mundo vai pra rua, o sol se põe bem mais tarde, tem festivais e eventos ao ar livre pra todos os lados…


Dá pra perceber que eu gosto de morar em Berlim, ou tá pouco? =)